quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Capítulo 05

·         Hey pessoinhas, hey pessoinhas...me mandem mais comentários poxa, eu quero mesmo saber o que estão achando da fic e tals. Estou aceitando todo tipo de comentário; elogio, critica, receita de bolo, cartinha de amor, link pra curtir páginas...Beijinhos pra vocês e boa leitura <3

Bruno Pov’s
   Sinceramente, não faço ideia o porquê de ter beijado a Leonore. Pensei muito sobre isso e não devia ter feito isso, mas não pude evitar...ela me atraiu. Nesses últimos dias não pude conversar com ela, pois estava em reuniões e entrevistas. Espero que não tenha ficado triste ou brava comigo.
   Numa pausa em nossa outra reunião, saí um pouco do estúdio e mandei uma mensagem pra ela.
““Espero que não tenha ficado brava comigo. Me desculpe por não ter dado notícias, estava ocupado com a turnê. Bjos/Bruno”
Ela responde.
 “Tudo bem, não estou brava. :)”
Fiquei feliz por isso e respondi de imediato.
 “Que bom. Topa um jantar amanhã?”
“Claro, e onde vai ser?”
“É surpresa, pego você às 20:30”
   Ela não respondeu mais. Que bom que aceitou, assim tenho a chance de me redimir e conhecê-la melhor. Voltei para o estúdio imaginando hoje a noite.

Leonore Pov’s
 – Tá legal, não tenho ideia do que vestir.- falei olhando meu guarda–roupas.
 – Sempre soube que sem mim não viveria. – falou Brianna balançando a cabeça e indo até meu guarda-roupas.
– Não sabia que vaca era tão convencida. – coloquei a língua pra ela e saí correndo.
– Sua cadela, pode voltar aqui! – disse furiosa e saiu correndo atrás de mim.
   Saímos correndo pelo apartamento. Além dele ser pequeno e não ter muitas escapatórias, eu sempre fui completamente desajeitada e não corria muito bem. Mais provável eu cair no meio do caminho. Bendita boca, caí mesmo! Ela aproveitou para pular em cima de mim me fazer cócegas. Meu ponto fraco.
– Por favor para! – supliquei entre gargalhadas.
– É só pedir desculpas. – Brianna falou me fazendo ainda mais cócegas.
Não consegui falar devido as muitas gargalhadas. Retomei um pouco de fôlego para falar.
– Me...Des...Desculpa. – pedi entre risadas.
– Assim está melhor. – saiu de cima de mim.
Fiquei deitada no chão mais um pouco me recompondo.
– Você é cruel. – me levantei.
– Talvez um pouco – riu – Mas às vezes isso é necessário pra te ver rir sabia?
Fiquei séria e ela continuou.
– Há tempos não vejo você rir, sorrir...A não ser que o assunto seja Bruno Mars. Sabe, você fica a maior parte do seu tempo trabalhando, lendo; devia se divertir um pouco. Trazer coisas do passado a tona só vai fazer você piorar e acho que devia jogar um charme pra cima do senhor Mars, porque com ele qualquer um percebe que você fica mais feliz.
Depois do que ela disse fiquei pensando um pouco e nem tinha palavras. Talvez ela tenha razão, sou realmente viciada em trabalho, não saio muito, mas o que vou fazer? Sou insegura, insegura comigo, com as pessoas, não gosto do que vejo no espelho.
– Talvez tenha razão. – falei baixo.
– Eu já disse, eu me preocupo com você e quero vê-la feliz – sorriu sem mostrar os dentes. Sua voz mostrava compaixão – Agora vá se arrumar que hoje você tem um encontro de arrasar. – falou e me fez sorrir.
– Mas ainda tem um tempinho. Nossa, acho devíamos ligar pra mamãe antes que ela nos mate por não darmos notícia.
Ela pegou o celular e discou o número.
 – Oi mãe, quanta saudades. – disse Brianna com os olhos marejados e colocando no viva voz.
 – Saudades? Vocês que esquecem da pobre coitada aqui e ainda sentem saudades? Ah, estou brincando, estou morrendo de saudades de você e da Leni. – como era bom ouvir a voz dela, tão doce e que me acolheu durante tempos quando fiquei depressiva.
– Oi mãe. – falei com a voz levemente embargada. Eu a chamava de mãe porque cuidou de mim desde pequena – Também estou morrendo de saudades.
 – Está no viva voz é? Que bom, assim falo com as duas ao mesmo tempo. Como vão vocês minhas queridas? – imaginei seu sorriso protetor.
– Estamos muito bem, nossos trabalhos caminhando...só sinto falta de Londres. – Brianna falou.
– Como vai o papai? – perguntei me lembrando do bom humor dele e de suas piadinhas.
– Ele está bem como nunca, finalmente conseguimos comprar nossa casa de campo, e ele acabou de gritar do banheiro mandando um beijo pra vocês. – eu e Brianna rimos da situação.
– Que notícia boa mamãe, sei o quanto queriam essa casa, mas agora temos que desligar porque a senhorita arrasa corações tem um encontro. – Brianna fala me olhando.
 – Tudo bem minha filha, depois vou querer saber tudo sobre esse tal encontro e da vida amorosa de vocês.
– Nós contamos. Beijo pra senhora e pro papai – falei – Amo vocês – falamos juntas.
   Brianna desligou o telefone e ficamos nos entreolhando por um tempo, Um rápido flashback passou em minha cabeça. Lembrei dos momentos difíceis da minha vida, com a morte dos meu pais, do irmão ou irmã que poderia ter mas minha mãe perdeu no acidente, os “julgamentos” pela minha guarda, quando fui morar com a Brianna e ela se tornou muito mais que amiga; uma irmã mesmo. A época que era bem gordinha e era muito caçoada na escola, o que me levou a abandoná-la por um ano e entrar em depressão...momento muito difícil pra mim e que “minha nova família” me ajudou muito. E agora estou aqui, em Los Angeles, no trabalho dos meus sonhos junta da Brianna e gostando de uma pessoa que nem conheço direito.
   Fui para o banho. Vesti a roupa que ela havia separado para mim, e sim, ela realmente tem bom gosto. Coloquei uma saia longa transparente nas pernas da Brianna e um scarpin também dela, um cropped azul escuro, uma maquiagem leve, cabelos simples e uma carteira.





– Se eu fosse homem pegava. – brincou Brianna me deixando com vergonha.
– Mas uma faixa da minha barriga está aparecendo, parte das minhas pernas também...Você não acha que está muito chamativo, sexy.
– Eu só acho que a roupa está mais larga. Leni, você andou emagrecendo? – perguntou levantando uma sobrancelha.
– Você acha? Ai que bom. – falei animada.
– Leni, você tem o corpo ótimo, não precisa emagrecer.
– Tudo bem, tudo bem, mas é melhor ir descendo, está quase na hora que ele marcou comigo. – falei caminhando até a porta.
   O interfone do apartamento tocou. Brianna atendeu e disse que ele já estava me esperando. Me despedi dela e desci. Lá estava ele, lindo, com os cachos soltos, uma camisa social branca, uma calça também social preta e um mocassins preto.
– Oi. – foi o que consegui dizer. Estava envergonhada com a roupa, com ele.
– Oi. Pronta para o jantar? – perguntou e me olhou de cima a baixo e como sempre corei. Assenti.
   Ele abriu a porta do carro para mim e deu a volta no carro, se sentando no banco do motorista. Arrancou com o carro e partimos. Durante o caminho não falamos nada, apenas curtimos o som do rádio. Estava tocando Love Me Tender – Elvis Presley e particularmente, amo essa música e comecei a cantar bem baixinho. Ele percebeu e deu um sorriso torto, o qual adorava.
   Chegamos ao nosso destino, um restaurante na beira da praia. Muito lindo, com algumas mesas do lado de fora, com velas acesas e uma vista linda para o mar.


 Nos sentamos na mesa em que Bruno havia reservado e logo veio o garçom.

– Boa noite, em que posso ser útil? – perguntou o rapaz educadamente.
Demos uma breve olhada no menu.
– Vou querer Carpaccio e você? – Bruno me olha.
– Pra mim apenas um antepasto de cogumelos. – pedi.
– Alguma bebida para acompanhar? – perguntou novamente o garçom.
– Bebe vinho? – Bruno perguntou e eu assenti – Então um vinho tinto seco.
– Okay, logo mais trago os pedidos de vocês. Tenham uma boa noite. – disse simpaticamente e virou-se
– É sempre tão “certinha” assim ? – perguntou Bruno puxando papo.
– Certinha? Não, apenas tímida, quieta, morre de vergonha com qualquer coisa, tudo menos certinha. – sorri.
– Está bem senhorita me recuso ser chamada de certinha. – falou e comecei a rir. Impressionante como perto dele eu rio, fico envergonhada, acho que viro outra pessoa que nem mesmo sabia que existia em mim.
– Você não é de comer muito né?
– Não muito. – falo e ele me olha assustado – O que foi? Só por que você é gordo eu também tenho que ser? – comecei a rir.
– Olha aqui queridinha, isso daqui não é gordura, são apenas pneuzinhos que significa que estou no ponto da gostosura. – ele fazia gestos de mulher e eu gargalhava mais ainda.
   Nossos pedidos chegaram e continuamos a conversar. Nunca ri tanto num dia como esse. Depois do jantar fomos pagar a conta, insisti para pagar mas ele se recusou a aceitar e quando estávamos a caminho do estacionamento comecei a sentir meu corpo ceder. Fui ficando zonza, minhas pernas amoleceram, comecei a cambalear e a única coisa de que me lembro era o som da voz do Bruno dizendo “Meu Deus Leni” e algo me segurando.



domingo, 25 de agosto de 2013

Capítulo 04

  •          Aviso: A fic começa ainda na época da “The Doo-Wops & Hooligans World Tour”, mas logo ela vem pra “atualidade”.
  •       Me desculpem a demora, estava sem ideia e acho que esse capítulo ficou pequeno. Mas compenso amanhã.
  •      Que bom que gostaram do capítulo anterior, estou muito feliz. E pra senhorita safada que comentou o outro capítulo, logo o hot dá as caras.


   Bruno e eu não nos falamos há uns três dias desde o nosso beijo. Às vezes penso que ele não gostou ou sei lá, mas na verdade foi ele quem “avançou o sinal” e eu não podia me preocupar...ou podia? Eu nem sei mais o que eu penso ou o que eu sinto, é um misto de coisas dentro da cabeça.
   Tudo o que aconteceu até aqui foi tão rápido, desde quando nós nos conhecemos até o beijo. Ah! O beijo; porque só consigo pensar nisso? No rosto dele, no sorriso, no olhar, no bom humor. Eu deveria contar a ele que gosto dele, mas de um jeito mais especial? E se ele sentir o mesmo por mim? Podíamos ser felizes juntos? Ai caramba, o que estou pensando, até parece que isso poderia acontecer e quer saber, o melhor é parar de pensar nisso e focar no trabalho.
 – Leni? Leni! – Sam balançou meu braço me despertando de meus devaneios.
 – Hã...O que...O que dizia? – falei confusa, voltando ao normal.
 – Pelo jeito o caso é grave mesmo. – sorriu.
 – Do que está falando? – perguntei.
 – Você sabe. Você e o senhor sedução. – sorriu maliciosamente.
 – Como você é engraçada sabia. – ironizei – Mas nós não temos nada, tá legal?
  – Aham, não tem nada né. Tudo bem. – me olhou desconfiada.
 – Isso mesmo, não temos absolutamente nada, agora vamos voltar ao trabalho. – falei nervosa.

(...)
  
Peguei o metrô e fui para casa. Brianna não estava, tinha apenas um bilhete na geladeira avisando que ela havia saído com Phred. Fui para o banho e após coloquei meu baby doll, peguei uma maçã pra tentar comer, liguei a TV num canal de desenhos e voltei a viajar em meus pensamentos até uma mensagem no meu celular me despertar.
“Espero que não tenha ficado brava comigo. Me desculpe por não ter dado notícias, estava ocupado com a turnê. Bjos/Bruno”
Tá, sorri com a mensagem e respondi.
“Tudo bem, não estou brava. :)”
Ele respondeu de imediato.
“Que bom. Topa um jantar amanhã?”
“Claro, e onde vai ser?”
“É surpresa, pego você às 20:30”
Sorri novamente e não respondi.
   Brianna chegou em casa e pelo jeito percebeu meu sorriso bobo no rosto. Veio até mim, me deu um beijo no rosto, jogou a bolsa no canto do sofá e deitou no sofá colocando os pés pra cima como eu.
 – E esse sorriso aí, posso saber? – perguntou se virando pra mim.
 – Não é nada não. – menti.
 – Não adianta mentir, você sempre morde os lábios quando mente, desembucha.
– Okay. Bruno me mandou mensagem e me convidou para jantar amanhã. – sorri novamente. Isso já estava virando rotina quando o assunto era ele.
– Awn que fofo. Você realmente gosta dele não é?
– Pode se dizer que sim. – imaginei seu sorriso perfeito.
– Olha a cara de boba dela, isso já virou paixão. – brincou.
 – Posso até gostar muito dele mas acho que ainda não é paixão. – falei e na verdade eu ainda nem sei o que é.
   Fomos dormir e fiquei um bom tempo acordada olhando pro visor do celular, lendo não sei quantas vezes a mensagem.





quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Capítulo 03

·         Estou muito feliz que já gostaram dos primeiros capítulos e quanto mais comentários, mais rápido eu posto. Boa leitura <3
   Podem me chamar de sem vergonha ou qualquer coisa, mas vocês acreditam em “amor à primeira vista?” Pois é, acho que estou sentindo isso. Nunca senti um misto de sentimentos como sinto agora, perto dele, sei que não tivemos lá um papo bom mas vou fazer o que? Já tinha uma certa admiração por ele, suas músicas, seu sorriso, sua voz...nunca disse pra ninguém, sempre resguardei esse “carinho” por ele.
   Agora eu estou aqui, em sua casa, na sua festa, do seu lado. Fiquei o olhando durante todo nosso silêncio, com um certo brilho nos olhos, mas acho que ele percebeu e me olhou pelo canto dos olhos, minhas bocheches novamente coraram e virei rapidamente o rosto.
 – Você sempre fica assim? – perguntou Bruno.
 – A-assim co-como? – gaguejei.
 – Desse jeito, vermelha, tímida.
 – Depende das circunstâncias.
Ele sorriu e balançou a cabeça negativamente.
 – Tudo bem então, mas mudando de assunto, acho que o outro canto da piscina já está virando um motel. – ele apontou para a direção onde Ryan e Sam estavam num beijo quente e Brianna e Phered estavam indo nesse caminho.
 – Verdade e...
   Não consegui terminar a frase, quando finalmente abri os olhos já estava dentro da piscina. Bruno gargalhava ainda sentado na beira da piscina com um cachorro, que mais parecia um monstro de tão grande, do seu lado.
 – Isso não tem graça não. – falei emburrada e saindo da piscina.
 – Não tem graça pra você, porque eu ri muito – ainda ria e veio caminhando para perto de mim.
 – Continua rindo das desgraças dos outros mesmo – torcia meu cabelo tirando o excesso de água – Não é você que está todo encharcado e vai ter que ir embora assim.
 – Awn bebê, fica bravinha não – brincou – Vem comigo. – pegou na minha mão me puxando pra dentro. Sim, achei estranho o fato de ter pego na minha mão mas gostei ao mesmo tempo.
   Passamos pela cozinha onde Urbana e Phil conversavam. Eles nos olharam e morri de vergonha como se era de esperar. Bruno me levou para o corredor que tinha visto quando chegamos onde tinha tantas portas que me senti num labirinto e bem de frente à nós, no fim do corredor havia uma porta onde nós entramos, fiquei parada perto da cama e ele entrou no seu closet. Logo depois ele apareceu segurando uma camiseta xadrez, uma bermuda e um chinelo.
 – Pode vestir isso. – sorriu fracamente.
 – Bruno...realmente não precisa e além disso vai ficar muito grande pra mim. – falei sinceramente.
 – E vai ficar assim, toda molhada. É sério, pode usar, só não tenho calcinha aqui.  – ri do que ele disse – Agora vou lá fora pra você se trocar.
 – Okay. – ele saiu e fui até seu banheiro me trocar. Sua blusa tinha um cheiro tão bom, um misto de perfume caro com seu cheiro.
Saí do quarto e ele estava parado na porta, parecendo um guarda.
 – Juro que se não fosse o cabelo e a maquiagem eu pensaria que era um homenzinho. – Bruno disse segurando o riso e folgando em mim.
 – Engraçadinho. – pus a língua pra ele – Você é sempre tão...fofo...simpático com “as suas convidadas” – fiz aspas com as mãos e fomos caminhando até a parte de fora.
 – Pode-se dizer que depende das circunstâncias e da convidada. – novidade eu ficar vermelha novamente.
Já estava ficando tarde, as meninas me olharam com as roupas dele e já pensaram besteira. Chamei-as para irmos embora. Nos despedimos de todos e fomos até o carro.
   (...)
   Sam passou a noite em casa, e estava bem alegrinha. Era bom vê-la assim, porque desde que á conheci ela sofria com uma certa desilusão amorosa. Tinha me contado que era apaixonado por um vizinho, ele soube e até namoraram, mas depois de um mês de namoro ele realmente mostrou quem era. Vivia saindo e chegava tarde, não dava satisfação de onde ia...até que descobriu que ele era noivo. Depois disso eles se separaram, ele se mudou e ela começou a sair com qualquer um. Conversei com ela e disse que não precisava ser assim, ela iria encontrar o cara certo, e pelo jeito encontrou.
 – Boa tarde dorminhocas! – estava sentada no sofá enquanto elas se sentavam do meu lado
 – Parece que eu entrei em como. Dormi demais. – Brianna falou.
 – Somos duas. – Sam afirmou.
 – Vocês podem estar com a cara amassada, com preguiça, mas podem me contar tudo. Vi vocês duas no maior rala e rola ontem com os meninos.
 – Tem certeza que é só a gente que tem que contar alguma coisa? Pensa que não te vi subindo de mão dadas com ele e depois aparecendo com a roupa dele? – Brianna sorriu com malícia.
 – Olha, eu caí na piscina, e ainda nem sei como, ele me levou pro quarto e me emprestou uma roupa pra poder voltar pra casa. – estava com vergonha de falar.
 – E foi só isso mesmo? – me perguntou Sam.
 – Claro que foi. Mas não mudem de assunto, me falem como eles são e tudo que eu precise saber.
 – Primeiro: Ryan beija muito bem. – Sam disse com a língua de canto da boca – Segundo: é meio “seco” mas é legal tenta ser carinhoso.
 – Hmm pelo jeito isso vai longe. – disse.
 – Agora eu. Phered é um fofo. Sabe tratar bem uma mulher, tem pegada e acho que se assustou um pouco comigo porque eu tomei a iniciativa. – Brianna falou e Sam e eu gargalhamos.
A campainha tocou e fui atender; Bruno estava na minha frente segurando uma sacola e dessa vez sem chapéu, deixando seu cachos amostra.
 – Oi Leni – abriu um sorriso.
 – Hã...oi Bruno. – falei desajeitada – Entra. – dei passagem a ele.
 – Oi meninas. – cumprimentou. Elas o cumprimentaram num coro.
 – Bem Leni, vim te trazem seu sapatos que deixou em casa – me deu a sacola – E te convidar pra um passeio no parque, sei lá; aceita? – abaixou um pouco a cabeça.
 – Acho melhor não e...
 – Claro que ela aceita Bruno – Brianna apareceu atrás de mim – Só espera um minutinho pra ela se trocar. – Brianna estava louca, só pode. Eu até queria ir mas não sei, achei melhor negar.
   Fiz um coque no cabelo, vesti uma blusa com estampa de coruja e um short com estampa de ancora, coloquei meu Vans verde água.


   (...)
 – Então você é da Inglaterra? – perguntou Bruno e nos sentamos num banquinho do parque.
 – Sim, e moro aqui há um ano.
 – E qual é sua ligação com a Brianna, digo, ela me falou muito bem de você na rádio.
 – A Brianna é como uma irmã pra mim, fomos criadas juntas...é que meus pais morreram quando eu tinha oito anos. – minha voz saiu falhada no final.
 – Sinto muito e se não quiser mais falar sobre isso eu entendo. – senti a compaixão na voz dele.
 – Tudo bem. Sabe, eu e Brianna morávamos no mesmo prédio, estudávamos na mesma escola, sempre fomos bem amigas. Num dia nossos pais resolveram ir na festa do clube, mas os meus foram mais cedo pra ajudar nos preparativos, e nisso...- dei um suspiro – aconteceu o acidente. O caminhão entrou na contra mão e acertou o carro deles em cheio. Era para eu estar no carro, mas eu fiz birra pra ir com os pais da Brianna. Às vezes penso que foi um sinal, algo do tipo, se não eu não estaria falando com você nesse momento.
 – Realmente sinto muito, deve ter sido difícil pra você. Agora vamos sair desse papo triste e focar aqui, agora. – sorriu – Sabe, sua blusa me dá medo. – falou apontando pra ela.
 – O que, não vai me dizer que tem medo de corujas?! – estava prestes a rir.
 – Tenho sim algum problema?
 – Não, nenhum. – não aguentei e soltei o riso.
 – Agora você vai ficar me zoando? Tá bem, vamos tomar um sorvete. – assenti com a cabeça.
   Ele pagou os sorvetes, bem que insisti pra pagar o meu mas ele não deixou. Fomos caminhando até outra parte do parque, conversando sobre ele agora. Me falava da sua vida no Havaí, das suas irmãs, que tem um grupo, do seu irmão que toca na banda, mas que não vi na festa. A gente parou de novo em outro banco.
 – Não vai me dizer que está cansado? – perguntei me sentando ao lado dele.
 – Cansado cansado não, só com uma preguiça. – tive que rir de novo.
 – Só uma dúvida, quem me derrubou na piscina ontem foi o seu cachorro né?! – olhei pra ele.
 – Quem você acha.
 – Sabia. Aquilo é um monstro.
 – É nada, só é um pouco grande e é pior que vira-lata. – afirmou – Sabia que você é muito bonita? – me olhou com um sorriso torto.
 – Tá de brincadeira com a minha cara né? Eu bonita? Onde?
 – Claro que é bonita – se aproximou de mim e colocou uma mecha da minha franja atrás da orelha – Muito bonita.
   Agora estávamos frente a frente, olhos nos olhos. Senti nossa respiração próximas. Sabia que aquilo podia ser errado, mas meu coração mandava continuar, e eu segui ele. Sua mão macia segurou no meu rosto e apoiei minhas mãos na sua nuca. Pela primeira vez seus lábios encostaram nos meus. Nos ajeitamos no banco. Deixei meu lábios se abrirem. Nossas línguas explorando a boca um do outro, um beijo calmo mas ao mesmo tempo romântico; ele sabia fazer isso. Agora uma de suas mãos repousaram em minha cintura me puxando para mais perto, aquele beijo estava ótimo, não queria parar mas devia e fiz isso.
   O empurrei levemente para trás, desfazendo nosso beijo. Olhei fixamente nos seus olhos, não tinha ideia do que fazer agora, apenas me levantei e me despedi dele. Ele veio caminhando até mim.
 – Leni, espera. – agarrou me braço me virando pra ele – Me desculpa se fui longe demais, me deixa pelo menos te levar embora.
 – Bruno...não se preocupe, vou a pé...não é tão longe de casa. – falei com a cabeça baixa.
– Não. Se eu te trouxe aqui te levo de volta. – falou seriamente. Apenas assenti com a cabeça.
   Durante o caminho não falamos nada. Ele me deixou em casa, agradeci e perguntei se queria subir. Recusou. Assim que ele arrancou com carro um sorriso brotou no meu rosto. Minha consciência falava que não devia ter feito isso, ter cedido, mas o coração gritava de alegria, falando que aquilo foi certíssimo.


terça-feira, 20 de agosto de 2013

Capítulo 02

   Escutei alguns barulhos pela casa, que me fizeram acordar. Fui abrindo os olhos aos poucos para me acostumar com a luz que entrava em meu quarto pela janela. Calcei minhas pantufas e caminhei até a cozinha, me encostando na bancada cuidadosamente para não fazer barulho e observar Brianna “tentando” cozinhar.
 – Nossa que susto mulher! – falou colocando uma das mãos no peito quando se virou pra colocar algumas coisa na bancada. – Qual é a sua de ficar andando de fininho atrás dos outros?
 – É que sou má e adoro assustar as pessoas – falei e ri. – E por sinal. Que hora são? – perguntei.
 – Bela Adormecida, são meio dia e quinze. – virou-se novamente para o fogão.
 – Nossa como eu dormi – falei um pouco assustada com “o tempo de duração” do meu sono.
 – Pois é, mas agora vai se trocar e depois trate de almoçar viu?!
 – Okay mãe – ironizei – Mas espero que o arroz não esteja uma papa e o feijão não queime. – desci da banqueta e ela colocou o dedo do meio pra mim.
   (...)
   Já era sete e meia quando Brianna recebeu uma mensagem no celular, suponho que seja sobre a tal festa. Pensei certo e realmente era sobre esse assunto. Ela me disse que ele marcou as nove horas e passou o endereço pra ela.
   Sam já estava em casa e empolgadíssima com a festa, e quando ela não está? Começamos a nos arrumar para sair de casa com tempo para encontrar o endereço, nosso carro não tem GPS. Coloquei um vestido mais discreto, uma pequena bolsa, um scapin dourado que não usava há tempos, maquiagem bem leve e deixei o cabelo solto, apenas fiz babyliss para dar um pouco de volume. Sam estava vestindo um cropped com detalhe em renda, uma meia pata preta, uma calça de couro e um casaquinho também de couro com spikes, maquiagem mais “marcante” e cabelo levemente preso de lado. Brianna vestia um vestido menos sensual, meia pata preta, olhos bem marcados com delineador e cabelo preso num rabo de cavalo.
 















  

 – Hmmm vai pra uma festa de gala e eu não estou sabendo? – Sam arqueou uma das sobrancelhas.
 – Engraçadinha – coloquei a língua pra ela – Eu só não quero chegar parecendo uma “profissional do sexo” numa festa que eu nem sei quem vai estar. Aliás você está muito sexy e Brianna linda. – me virei para Brianna.
 – Agradeço o elogio mas vamos parar com esse lenga lenga antes que agente se atrase. – bateu as palmas das mãos.
   Fechei o apartamento e descemos para o carro, Brianna dirigiu, eu fui no banco do carona e Sam atrás. Como eu e Brianna morávamos há um ano em Los Angeles, não conhecíamos nada a não ser o centro e o bairro em que Sam morava. Ela que nos guiou até o endereço dado.
   Paramos o carro em frente ao número e meu Deus, havia um portão de ferro alto, preto e enorme na nossa frente. Saí do carro e toquei o interfone, o portão se abriu sozinho nos dando passagem. Brianna estacionou perto dos outros carros, descemos; não sei por que mas estava com um frio na barriga. Brianna já estava nas intimidades e caminhou na nossa frente chegando a porta da casa tocando a campainha. Um rapaz moreno, da minha altura, com um chapéu, calça jeans, tênis all star, uma jaqueta de couro e uma camisa branca por baixo. Sim, Bruno Mars estava na minha frente e eu não estava acreditando.
 – Brianna, que bom que veio! – ele disse cumprimentando ela com um beijo no rosto – E pelo que vejo trouxe amigas. – guiou seu olho para mim e Sam.
 – Então Bruno, essas são Leonore e Samantha – apontou pra gente.
 – Mas pode me chamar de Sam. – disse cumprimentando ele.
 – E me chame de leni, por favor – dei um sorriso.
 – Prazer em conhecer vocês meninas e entrem que a festa já começou.
   Entramos numa espécie de hall que já era enorme. Ele nos conduziu para a parte dos fundos da casa e enquanto caminhamos comecei a “vasculhar” a casa com os olhos. Era muito grande, passamos pela sala enorme e linda, com uma lareira num canto; ele apontou para um corredor falando que ficava os quartos e banheiro e a cozinha, que era ampla e arejada.
   Chegamos nos fundos, que também era grande como toda a casa. Bruno nos apresentou todos e não havia tanta gente. Pelo que me lembro havia os Hooligans, Phil, o tal de Ryan e apenas uma mulher, ele disse que era Urbana – ex mulher do Phil.
   (...)
   Apesar da minha timidez consegui me enturmar um pouco. Urbana era um amor de pessoa. Sam já estava de olho no Ryan, o que achei estranho pois pensei que era Brianna que estava interessada nele, mas ela me explicou que ele era legal e tudo mais, mas não gostou do cabelo grande dele e estava de olho no Phered. Dancei um pouco e fui buscar uma bebida cozinha. Voltei pra fora e resolvi sentar na beirada da piscina, observar as estrelas. Tirei meus sapatos e mergulhei meus pés na água balançando eles, até que Bruno se agachou ao meu lado me tirando do transe.
 – Posso me sentar ao seu lado ou vou te atrapalhar? – perguntou olhando em meus olhos e dando um sorriso sem mostrar os dentes, mas mostrando suas covinhas.
 – Não atrapalha não, fique a vontade. – falei.
Ele tirou seu tênis, dobrou um pouco a barra da calça e também mergulhou seus pés na água.
 – Então...seu nome é Leonore, certo? – perguntou me olhando e assenti.
 – Mas me chame de Leni, acho Leonore “formal” demais. – sorri.
 – Leni...sabe, ainda não conversamos desde da sua chegada... pois bem, quantos anos você tem?
 – 26 e você? – perguntei.
 – O que? Você não sabe minha idade? Você não assiste TV não? – fez uma cara meio indignado e depois gargalhou – Também tenho 26 e em outubro faço 27.
 – Olha só, eu também faço aniversário em outubro, respectivamente dia 6 e você?
 – Dia 8. – afirmou – Com todo o respeito você está muito bonita. – sorriu e eu agradeci. Há essa hora minhas bochechas já estavam coradas.
 – O céu está tão bonito... – joguei um pouco meu corpo para trás me apoiando na mãos e olhando o céu que estava num preto intenso e completamente estrelado.
                                               

 – Realmente...gosto de noites assim, são românticas – começou a olhar e parecia entrar em um pensamento profundo.

   Fiquei o observando, seu rosto, seus olhos fixos no céu estrelado, seus pés se mexendo devagar dentro da água. Confesso que já o achava lindo por de trás da telas, mas agora...ele é muito mais. Minha cabeça estava confusa e de uma coisa tinha certeza, ele aparentemente era um cara legal.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Capítulo 01

·         Bem, espero que gostem da fic e, por favor, sejam sinceros nos comentários.
·         Críticas são sempre bem vindas e boa leitura <3

– Hey Leni , acorda! – Brianna jogou um travesseiro em mim.
– Nossa Deus, o que é isso – me sentei na cama – Não são nem sete da manhã -resmunguei.
Ela se sentou ao meu lado.
 – Eu sei, me desculpa. Eu não consegui dormir direito, estou ansiosa demais. – ela gesticulava com as mãos.
– É por causa da entrevista hoje na rádio?- assentiu com a cabeça – Brianna, não se preocupe, se acalme que vai dar tudo certo, tá? – sorri.
– Está bem, vou tentar. Mas é minha primeira entrevista e...meu Deus, é com o Bruno Mars!!! – ficou eufórica.
– Sei como gosta dele e por favor não vá assustá-lo – falei e rimos juntas.
   Ela saiu do meu quarto para se arrumar e fui fazer minha higiene matinal. Tínhamos tempo para nos arrumarmos, por isso não tive pressa. Coloquei um casaquinho num tom azul – jeans, uma blusinha básica branca, um scarpin preto, minha bolsa caramelo que adoro e o cabelo deixei natural, um pouco bagunçado.


Fui pra cozinha e Brianna já havia preparado o café, mas eu realmente não consigo tomar café da manhã, então me sentei em uma banqueta que ficava próximo a bancada.
 – Não vai comer nada de novo? Perguntou Brianna.
 – Hmmm...Não. Sabe que não consigo – falei batendo as unhas na bancada.
 – Olha, você nunca foi de “não” comer, você não nada no café da manhã, no almoço, no jantar...estou começando a me preocupar – ela disse se virando para colocar as louças na pia.
 – Não se preocupe, estou bem, só não sinto tanta fome -  menti – Mas agora vamos por que é melhor você já ir se preparando para a entrevista.
   Pegamos nossas bolsas, ela pegou a chave do carro e fomos para o elevador. Como é apenas um carro pra nós duas ela sempre me dá uma carona e me deixa no trabalho. Durante o caminho conversamos sobre a tal entrevista e tentei acalmá-la; sei que ela não é fã dele mas gosta muito de suas músicas e, bem, o acha muito bonito. Só espero que ela não o “ataque” no meio do programa. Ela me deixou no trabalho e seguiu para a rádio.
 – Bom dia Sam! – falei assim que entrei na nossa sala.
 – Bom dia margarida! – falou sorrindo e eu ri.
 – Margarida não, Zé Grande – tentei imitar uma voz mais grossa e rimos feito bobas – Alguma novidade? – perguntei.
 – Nenhuma, mas a gente podia ir numa balada amanhã, hein? -  Sam deu uma piscadinha.
 – Tudo bem, eu aceito, faz tempo que eu e Brianna não saímos – sorri.
 – Então eu passo as oito na sua casa e te mando uma mensagem pra confirmar o lugar – falou e assenti.
   Ainda não falei, mas eu e Sam trabalhamos no fórum de Los Angeles. Eu sou a juíza e ela a promotora. Na maioria dos dias ficamos na nossa sala lendo processos e mais processos, e hoje não foi diferente. Almoçamos e analisamos mais processos até a hora de ir embora. Deixamos tudo organizado para amanhã e Brianna me mandou uma mensagem avisando que já estava na portaria.
 – Tchau Sam, até amanhã – falei e acenei pra ela caminhando até o carro e Brianna fez o mesmo.
 – E como foi a entrevista? – falei enquanto entravamos no carro. Ela deu a partida.
 – Ai meu Deus foi tudo ótimo! – disse toda alegre.
 – Nossa, pelo jeito foi boa mesmo, só falta você quicar no banco.
 – Menina ele é um gato, tem um bom senso de humor, muito gente boa e convidou a gente pra uma festa amanhã na sua casa – falou e parou no sinal vermelho.
 – Espera um pouco, convidou a gente pra uma festa? – perguntei incrédula e ela assentiu – Brianna você não tá sonhando ou coisa e tal?
O sinal abriu.
 – Claro que não mulher, não sou tão louca assim – disse prestando atenção no trânsito.
 – Tudo bem, tudo bem, mas continuo não acreditando.
 – Você é cabeça dura mesmo – balançou levemente a cabeça - Claro que é verdade e a gente vai né?
Não respondi e ela estacionou o carro na garagem do prédio e fomos para o elevador. Abri a porta do apartamento, fui pro meu quarto e ela me seguiu.
 – Senhorita você não respondeu a minha pergunta? – encostou no batente da porta enquanto me sentava na cama para tirar os sapatos.
– Tá bem, a gente vai, mas você tem que me explicar tudo direitinho porque isso está mal contado.
– É o seguinte; quando o programa e a entrevista acabou eu comecei a desligar alguns aparelhos e arrumar as minhas coisas, aí ele veio atrás de mim junto de um rapaz muito gostoso por sinal – deu um breve pausa e sorriu maliciosamente. – Bem onde eu estava?
 – Na parte em que o Bruno e o tal rapaz gostoso foram atrás de você – lembrei ela.
 – Ah sim. Continuando, ele disse que me achou simpática, engraçada, bonita e perguntou se eu gostaria de ir a tal festa, e lógico que aceitei na hora. – falou e se sentou ao meu lado.
 – Entendi mas continuo com certas dúvidas, sei lá ainda acho estranho o fato de ele te convidar assim, sem mais nem menos. – coloquei o dedo indicador no queixo.
 – Ah Leni para com essa bobeira, quer dizer que uma pessoa não pode te convidar pra uma festa, te elogiar? Me poupe né. – revirou os olhos.
 – Okay então, nós vamos, mas tenho que ligar pra Sam e avisar que o lugar da “balada” mudou. Com certeza ela vai pirar.
 – Tá legal e amanhã ele disse que me manda uma mensagem pra confirmar a hora e endereço. – levantou e caminhou até a porta.

   Fui para o banho e deixei a água morna cair sobre as costas e relaxar. Coloquei uma calça de abrigo e uma blusinha de manga comprida. Hoje estava mais frio. Preparei o jantar e comi bem pouco; assisti um pouco de TV com Brianna e depois fomos durmir. Ainda bem que amanhã já era sábado e poderia dormir mais.