domingo, 17 de novembro de 2013

Capítulo 14

   Já estamos na quarta-feira, e, pra mim é o pior dia da semana. Não tenho nada contra a segunda, mas quarta é um tédio só. No meio da semana, um dia parado...realmente não gosto. Os pais e irmãs do Bruno infelizmente já foram embora, são uns amores, mas também precisam cuidar da vida deles no Havaí; um dia ainda irei pra lá. E hoje começo a auto escola, confesso que estou nervosa, mas vou tentar.

– Que cara é essa mulher? Parece que vai rasgar o rosto com o tamanho desse sorriso. – perguntei a Sam enquanto lia um processo.

– Ai, nem te conto, foi perfeito. – ela ainda olhava para o nada.

– Perfeito o...Espera! Não me diga que ontem você e Ryan... – fiz um gesto completamente estranho com a mãos. – ela apenas assentiu e me olhou ainda sorridente. – E como foi?

– P-E-R-F-E-I-T-O – falou soletrando – Meu Deus que homem é àquele, fiquei doida. – fez um gesto como se estivesse se abanando e comecei a rir.

– Quem te vê pensa que é pura, mas tem um fogo que até bombeiro demora pra apagar. – me deu um tapinha no bração e começamos nossa rotina.

– Ah! Bem te avisou que hoje haverá audiência? É apenas de reconciliação.

– Me avisou sim, de última hora, mas avisou. – dei de ombros – Só espero que não seja nenhuma senhora doida ou algum cara machão. – falei e sorrimos.

(...)

   Hoje cheguei mais tarde em casa, já que comecei a usufruir do meu presente de aniversário que Bruno me deu, a auto escola. Metade da aula foi de explicações de como funcionaria e como primeira parte tive que passar por um exame médico hoje. Amanhã passarei por um exame psicotécnico e na semana que vem começarei o curso teórico.

   Não estou me gabando, mas a parte teórica não será tão difícil para mim, o que eu temo mesmo são as aulas práticas, ou seja, pegar no volante, realmente dirigir. O acidente com meus pais mexeu comigo, eu sempre tive esse medo de carros, mas esse “empurrãozinho” do Bruno me deu certa força de vontade.

Bruno Pov’s

   Desde de domingo não falo com a Leni, mas ela entende que precisamos fazer uns ajustes, lançar o primeiro clipe e finalizar o álbum. É estranho, mas quando não falo com ela sinto algo estranho em mim, nem eu sei o que é. Fico mais inquieto, hmm, preocupado sem ter notícias dela. Eu a ainda a vejo como minha amiga, uma amiga em que ela e eu avançamos o sinal dessa amizade, onde já se viu amigos que se beijam, transam, trocam carinhos “diferentes”...Ai, já disse que fico confuso com tudo isso?! Quando menos espero me pego pensando nela; em nós.

  Pra mim isso não é paixão, apenas “algo a mais”. Sinceramente, o problema sou eu, que a vejo como a amiguinha perfeita que eu namoro, levo pra cama e não a amo como ela me ama, mas eu ainda amo a vagabunda da Elena. Ah! Elena, a senhorita que me parecia perfeita, que eu realmente me apaixonei, que daria a minha vida por ela e...deixa para lá.

– Bruno? – escuto alguém me chamar, mas nem presto atenção.

– Querido, você também tem que ajudar, ou acha que vai ficar na mamata. – agora sim “acordo” com o cutucão de James.

– Hã? Ah sim. – disse balançando a cabeça e me despertando.

– Já até sei no quê o senhor gatão está pensando, e se chama Leonore. – Phil diz e começa a me cutucar.

– Sem brincadeiras okay? Okay. – sorri – Ela é uma delas.

– Uma delas? Mal está com ela e já pensa em outras. – ele disse e escutei risinhos vindo dos outros meninos.

– Não é desse jeito homem, é meio difícil de explicar. Sei lá, eu fico pensando nela, mas aí a senhorita Elena me vem à cabeça. – me curvei um pouco apoiando os braços cruzados nos joelhos.

– Cara, você tem que tirar ela da cabeça, ela não te vez bem por um tempo, você sabe, depois de ter traído você. – ele disse e acenei com a cabeça. – levou o diabo café da viúva mesmo. – Phil balança a cabeça negativamente.

– Oi? Diabo? Café? Viúva? – perguntei confuso.

– Bruno, é só uma expressão antiga, é como “se fudeu”. – Olha, não sei se vai adiantar muito, ela pode ficar magoada com você, mas esclareça tudo à ela, o que você sente, sobre a Elena, às vezes uma relação mais aberta melhora o convívio. – Phil e suas auto ajudas e filosofias,

– Entendo. Cara, ao mesmo tempo que eu penso na Elena eu penso na Leni, sei lá, é uma confusão danada. Porém você tem razão, falarei com ela. – me levantei e ouvi um coro de “hmmm” atrás de mim.

– Legal, a folga estava legal, mas voltemos ao trabalho seus vagabundos. – falei e foi um misto de risos, “dedos do meio” e idiotices.

Leonore Pov’s

   Hoje o dia foi cansativo, a audiência ocorreu as mil maravilhas...Mentira. Eles ficaram discutindo e com muito custo entraram em um acordo. Teria sido melhor se a senhora Maggie não mandasse tantas indiretas ao senhor Mark, mas pulemos esta parte. Acabei saindo mais tarde do fórum por causa dessa audiência, e depois passei na auto escola para fazer os exames médico, e amanhã faço mais alguns exames e as aulas já começam na semana que vem.

   Antes de chegar em casa passei na loja de brownies, ficava há umas duas quadras do meu apartamento. Cheguei e deixei minha bolsa e meu livro no sofá, guardei os brownies na geladeira e vi um bilhetinho de Brianna colado na porta da mesma.

Estou na praia com Phred, talvez não volte para casa hoje (não se preocupe, tenho camisinha) e antes que você se assuste Bruno está por aí, dentro do apartamento. Qualquer coisa me ligue, manda mensagem e use camisinha também, obrigada. Beijos e te amo”.

   Sorri com o bilhete dela e o deixei em cima da bancada. Peguei um canecão, coloquei água e deixei no fogo até ferver. Peguei um sachê de chá de erva cidreira e o deixei também em cima da bancada, fui até o sofá, peguei meu livro e me sentei em uns dos banquinhos da cozinha, abrindo-o na página em que parei. Estava tão concentrada no livro que me esqueci que Bruno estava rondando pela casa, e só dei por conta dele quando me abraçou por trás.

– Ai que susto seu maluco. – falei colocando umas das mãos no peito e me recompondo.

– Eu não sou maluco, eu sou o Espetacular Homem Aranha. – falou cheio de si e ficando de frente para mim.

– Finjo que acredito. Mas pensando por outro lado, Tobey Maguire fica melhor como Homem Aranha do que você. – coloquei a mão no queixo como se estivesse pensando.

– Então vai me trocar por àquele branquelo de quase quarenta anos? Okay, vai lá, corre atrás dele, já tá até piscando. – fiquei meio em dúvida se ele realmente estava sério, com ciúmes, ou se era apenas brincadeira.

– Tá com ciuminho é? – peguei em suas bochechas e ele bufou: acho que ele realmente estava mais sério  – Para Bruno, tu sabe que eu só tenho olhos para você, eu te amo anão gorducho e meu. – sorri para ele o qual ele retribui timidamente.

    Bruno colocou uma mecha da minha franja atrás da minha orelha, segurou em meu rosto e me deu um longo selinho. Me desvencilhei dele e fui ver a água do chá, desliguei o fogo, peguei uma xícara e coloquei a água junto do sachê.

– Quer chá? – ofereci para ele e aceitou. Lhe entreguei uma xícara com o chá.

– Você é uma inglesa original mesmo. – disse para mim depois de dar um gole no chá e se sentando ao meu lado. – Toma chá ao invés de café, mas está atrasada.

– Mas você se engana, quando deu cinco horas parei numa lanchonete e tomei meu “chá das cinco”. – falei e dei uma piscadinha para ele.

– Vocês inglesas e a mania de ser pontual. Aliás, que livro é este que está lendo? – perguntou olhando para a página aberta.

– “A Culpa É Das Estrelas” do John Green. É simplesmente o melhor livro que já li...pelo menos até a página em que estou.

– E o que me diz dele?

– Virou crítico literário agora? – sorriu e assentiu – Posso resumir que ele se encaixa no “AIF”, Apaixonante Intenso e Fascinante. É o meu modo de saber se o livro é bom, pelo menos pra mim. – sorri.

   Ele sorriu de volta e me deu outro selinho, que virou um beijo “totoso”. Ou ele aprontou alguma ou quer balinha, porque está grudento e fofo até demais para seu normal.


  • Pois bem, me desculpem pela enorrrrme demora. Quem lê a fic já deve ter esquecido a história, nem lembra mais das personagens nsabdnssdbns Me desculpem mesmo, mas com o final de ano eu tive trabalhos de escola pra fazer, provas finais e ainda os cursos e tals. Prometo que passando essa semana (que é a última de aula) eu volto a normalizar as postagens.


  • Eu sei que não posso exigir comentários, além do mais demorei muito pra postar, mas quem quiser comentar eu vou agradecer muito mesmo, pois são eles que me motivam e motivam muitas outras escritoras de fanfics.


  • Acho que esse capítulo ficou grande demais e bem chato, mas eu estava sem um pingo de criatividade e eu escrevo no dia em que posto, daí não é tão emocionante nabsnsabnb Talvez posto outro hoje e até amanhã.


  • Ah! Fonte e certas coisinhas mudadas na fic, acho que assim melhorou a leitura e mais uma coisinha, não achei gifs pro capítulo, peço desculpas novamente por isso (ai como to "desculposa" hoje nabsnbsab)




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segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Capítulo 13

   Ficamos ali, deitados, olhando para o nada, eu ouvindo sua respiração baixinha e seu coração batendo sossegadamente. Ele ficava me fazendo cafuné (já disse que não resisto a isso?! Toda vez que alguém me faz cafuné, mexe no meu cabelo eu já durmo e me sinto no paraíso); por mim eu ficaria ali, abraçada, naquele silêncio que pra mim dizia muita coisa...ficaria ali para sempre.
   Nesse silêncio eu alternava meu olhar entre Bruno e o closet pensando na vida, na gente. Cheguei na conclusão de que Bruno é pra mim um labirinto, ao mesmo tempo que tu sabe muito dele e quer sair dele, tu não sabe de absolutamente nada. Nos há um tempo razoável, namoramos há oque, uma semana, um mês? Nem sei mais, só sei que a cada milésimo de segundo com ele é um ponto do meu infinito que se constrói.
– Leni? – falou me olhando.
– Sim?!
– Acho que somos o único casal de Los Angeles acordados uma hora dessas pensando  na vida. – deu um sorriso fraco e seus olhos estavam mais pesados.
– Não por muito tempo. Pode dormir, quero dizer, dorme Bruno, você ainda acorda cedo e vai pro estúdio. Dorme meu bem, vai ser melhor pra ti.. – me virei de lado, me apoie no braço e fiquei o encarando.
– Dormir e deixar de tomar banho com você? Jamais querida, jamais. – disse me fazendo rir.
   Eu me levantei preguiçosamente e caminhei até o banheiro, nua mesmo, a essa altura ne me preocupava em estar coberta. Bruno logo me segui atrás. Deixamos a banheira encher, jogou um pouco de sais de banho e entramos. Ele me puxou para perto se si ficando de costas e ele brincava com as minhas mãos, com o sabão nelas, fazendo carícias. Nada demais, somente esse clima romântico. Saímos do banho e como eu não tinha nenhuma roupa pedi alguma emprestada para o Bruno.
– Bruno, me empresta alguma blusa? – pedi indo até ele no closet.
– Claro, pode escolher por ai.
Fiquei olhando para a sua vasta opção de camisas e escolhi uma mais velhinha, xadrez, de botões, manga mais comprida. Peguei ela e quando ia me trocar lembrei que não tinha outra calcinha e a que eu tinha usado já nem sei onde foi parar e acho nada higiênico usá-la novamente.
– Problemas. – falei pensativa.
– O que houve? – perguntou indiferente, tirando a toalha da sua cintura e se vestindo. Confesso que fiquei um pouco envergonhada.
– Não tenho outra calcinha pra colocar, eu vim pra cá sem nada, apenas para uma festa surpresa e acabei na cama do aniversariante. – falei e ele me olhou.
– Bem que a senhorita quis vir pra cama com esse gostosão aqui – acabei rindo do jeito que falou – Pode colocar uma cueca minha, vai ficar linda.
– Como é caso de necessidade eu uso, mas é estranho isso, uma cueca?!. – ele me mostrou a gaveta e fiquei rindo feito retardada, imaginando eu de cueca.
   Bruno já estava no quarto, aproveitei para me trocar. Tirei a toalha que me envolvia e coloquei a camisa e cueca boxer dele. Dei uma leve olhada no espelho, parecia um homenzinho, tudo largo, meu Deus, eu estava rindo feito doida. Fui até o quarto e Bruno já deitado me olhou.
– Olha só, eu namoro um homenzinho. – disse e pus a língua para ele.
– Mas confesse, estou um homenzinho sexy. – dei uma voltinha e me deitei ao seu lado.
– Bota sexy nisso. – falou mordendo o lábio inferior, safado.
– Na hora de você nascer, acho que toda a safadice do universo resolveu vir junto de ti, como pode ser assim, só pensa naquilo o dia inteiro. – revirei os olhos.
– Ah! Dá licença, tenho esse direito e eu não penso nisso o dia inteiro, na hora que estou comendo comida eu só penso na comida. Agora me deixa. – falou fingindo estar bravo e se virou de costas para mim.
– Dramático. – revirei os olhos. Virei para o seu lado e o abracei, sorrindo bobamente.
– Chata. – disse baixinho e virou para me encarar. Sorriu sem mostrar os dentes e meu deu um terno selinho.

   Nos ajeitamos e ele deu umas batidinhas em seu peito par que eu me deitasse ali. Assim fiz. Deu um beijo na minha testa e logo adormecemos.


  • Bem, capítulo curto eu sei e sem a menor criatividade. Mas não queria deixar vocês sem pois talvez amanhã eu não poste, talvez, não sei ainda. Beijos <3

Capítulo 12

Tirei a pulseira e a guardei no saquinho, deixando em cima da mesinha de centro.
– Espera, tem um presente não aberto ainda. – Bruno me avisou.
Fui até a caixa e a peguei. Sentei-me novamente no sofá e peguei o cartão pra saber de quem era. Brianna. Abri a caixa e bem, fiquei corada com o que vi. Tinha ainda um bilhetinho dentro.


“ Feliz dia de ficar mais velha amor. Te desejo tudo de bom, sabe que te amo. Espero que goste do presente e use ele, HOJE!!! Sei que você é tímida, cheia de mimimi, mas não custa ousar um pouco né?! Tenta, pelo menos, acho, ou melhor, tenho quase certeza de  que ele irá gostar. Use com responsabilidade hein. Beijo meu amor, juízo.”
    

  Brianna e suas malícias. Realmente ela tinha razão, devia ousar um pouco mais...O problema é que eu não sou nenhum pouco sexy. Tentarei usar o presente.
– Leni? E aí, o que é? – perguntou se aproximando e fechei  a caixa rapidamente.
– Não é nada de mais. Bem, quer seu presente agora? – pois é, “saidinha” novamente, mas perto dele é impossível não ficar.
– Não precisa perguntar duas vezes. – sorriu e me puxou do sofá.
   Levantei e lhe dei um beijo. Entreolhamos-nos e um belo sorriso bobo se formou em meus lábios. Pequei aquela caixa e com a outra mão segurei na barra do colete que Bruno usava. Fui guiando e puxando ele até o corredor do quarto, assim que adentremos ele fechou a porta com um leve chute na porta, mas acabou fazendo um forte barulho.
– Bruno! – o repreendi – Vai acordar a casa inteira. – me virei seguindo com a caixa até o banheiro, mas ele me puxou de volta.
– Calma moça. Primeiro: se acordarem não tem nada a ver, isso é algo comum do ser humano na hora da reprodução e segundo: onde pensa que vai? – disse perto do meu ouvido. A cada toque, a cada fala é uma sensação diferente, inexplicável.
Acabei rindo do que disse e me arrepiando com o seu hálito em meu ouvido.
– Calma você, eu não vou fugir. E mesmo que seja algo natural, não preciso de plateia na hora das intimidades. Aguenta um pouco aí que já volto.– me virei novamente e caminhei agora até o closet, pegando o presente dele e voltei até o quarto – Bem meu amor, aqui está o seu presente. – falei entregando-o uma caixa preta com um laço prata bem feito.
– Nossa Leni, não precisava se incomodar. – acho que ele gostou, sorria.
– Precisava sim e agora veste pra ver como ficou. –falei voltando a caminhar em sentido ao banheiro.
– Visto depois, porque já já vamos ficar peladinhos. – disse mordendo os lábios e passando a mão no peito. Comecei a gargalhar e adentrei no banheiro.
   Levei a caixa com o presente de Brianna e fiquei olhando, pensava se vestia ou não, se seria uma boa ideia, Fiquei uns dez minutos em um dilema comigo mesma e resolvi usar, ou melhor, ousar, devia arriscar um pouco. Pois é, era uma fantasia de enfermeira, sexy. Tirei minha roupa, coloquei a fantasia, o pequeno chapéu e fiquei com o salto que estava mesmo. Antes de sair do banheiro, respirei fundo, tentei controlar minha vergonha e abri a porta.

   O quarto estava completamente escuro, na verdade estava apenas iluminado pela Lua que estava muito linda por sinal. Fiquei parada na porta completamente envergonhada, pois é, talvez esse seja um dos meus defeitos. Bruno me olhava com cara tipo “o” e isso me deixava mais nervosa, seria um “o” de “Porra, você é muito gostosa agora venha aqui que eu quero lhe usar” ou “Minha filha, some desse quarto agora e leva esse exu com você, pelo amor de Deus”. Sim, viajo para um universo paralelo com frequência, principalmente nas horas de timidez.
   O silêncio predominava agora, eu não sabia o que fazer, parecia uma estátua que acha q está sexy e etc. Ai meu Deus, ele poderia falar alguma coisa, ficaria menos tensa.
– Pois bem, isso tudo é pra mim? – Bruno perguntou com cara maliciosa. Obrigada senhor, ele disse alguma coisa, meu pedido foi concedido.
Dei um sorriso amarelo.
– Ai senhor, não é pra tanto. – revirei os olhos.
– Não o que o Piggle Diggle diz. – ele olhou paro o mesmo levantando um pouco as cobertas. Espera, ele colocou nome no coisinho dele?!  - Sabe, acho que tem um menino dodói aqui. – disse ele fazendo beicinho.
Respirei fundo e tentei “encenar” um pouco. Caminhei até ele, tentei fazer uma cara mais safada, se isso é possível, e me inclinei um pouco perto do seu rosto colocando a mão na sua testa.
– Hmm, acho que você está com febre, melhor buscar um remedinho.
– Não precisa, tem um remédio bem na minha frente. – bem, ele olhava para meus peitos. Não, eu não fiz isso de propósito...talvez tenha feito sim.
– Então tudo bem. Posso fazer mais alguma coisa pelo senhor? – voltei a minha posição normal e fiquei encarando-o.
– E como pode. – ele me fitou de cima a baixo.
– Bruno, eu estou com muita vergonha, só para a sua pessoa saber. E você ainda fica me olhando de cima a baixo.
– Leni, atrás dessa fantasia eu já vi tudo. Pra que ficar com vergonha. Agora suba nessa cama e cuide do “bebê”.
   Ele tinha razão. Dei a volta na cama, tirei meus sapatos e subi calmamente. Me ajeitei ao seu lado e logo veio por cima de mim me dando um beijo. O mesmo beijo que me deixa sem fôlego quando acaba, com vontade de quero mais, com vontade e romance ao mesmo tempo. Nossas línguas em perfeita sincronia, o volume visível e “sentível” em sua calça; Bruno é perfeito, completamente perfeito pra mim.
      Num rápido movimento fiquei por cima, sentando em seu colo. Joguei aquele chapeuzinho que havia em minha cabeça pra longe e ele tateou minhas costas até achar o zíper do vestido. O abriu lentamente, pegando na barra do vestido e puxando para cima, nessa altura do campeonato já não respondia mais por mim, é incrível, quando estou perto dele é como se um botão de liga/desliga houvesse em mim, um botão em que se desliga o meu auto controle perto dele.
   Meus seios ficaram livres, e a altura de seus olhos. Logo me virou para cama e me deu um selinho, depois abocanhou um dos meus seios e o outro ficou beliscando com a mão, o qual o mamilo já estava rígido. Ele sabia me deixar completamente louca e com vontade de tê-lo dentro de mim. Passei minhas pernas em volta de sua cintura, deslizei minhas mãos até a barra de sua camisa e puxei ela para cima, um pouco com dificuldade, mas consegui. Passei minha mão por toda a extensão de suas costas, lhe dando leves arranhadas e depois passei por sua barriga até chegar ao zíper se sua calça. Bruno e eu ficamos de joelhos na cama para ele tirar sua calça juntamente da cueca e eu tirei minha calcinha e voltamos a deitar na posição em que estávamos. Pegou uma camisinha no bolso de sua casa e colocou, logo após me penetrou. Confesso que doeu um pouco, mas depois foi maravilhoso, uma sensação maravilhosa, que sentia apenas com ele. Descreveria como “estrelas explodindo e pairando sobre a minha cabeça”.
   Ele começou com estocadas fortes e firmes, e foi aliviando aos poucos. Me olhava fixamente nos olhos e deu um sorriso torto, aquele sorriso torto que eu amo, ele suava um pouco também. Apoiou suas mãos mais próximas dos meus ombros e aproximou sua boca ao meus ouvido.
– Você é gostosa e completamente perfeita. – voltou a me olhar.
   Eu apenas o olhei e dei um sorriso fraco. Já estava me cansando daquela posição e acho que ele percebeu. Com um movimento rápido deitou-se na cama e eu sentei em seu colo. Percorri minhas mãos por toda a extensão de seu corpo e introduzi seu membro em mim. Comecei apenas rebolando devagar e Bruno segurava com força o lençol, seu olhos estavam fechados e mordia levemente seu lábio inferior. Fazia movimentos de cavalgada, escutava nossas respirações ofegantes e gemidos baixos vindo do Bruno. Mexi mais um pouco e...estremecemos juntos, chegando ao ponto máximo do nosso prazer!

   Deitei-me ao seu lado olhando para o teto, ele me cutucou e me puxou para perto, colocando minha cabeça em seu peito e me envolvendo em um abraço aconchegante e um tanto quanto nojento, pois estávamos suados; mas quem liga para isso quando se está abraçada e acaba de fazer amor com o cara mais maravilhoso desse mundo.

  • Pois bem gente, desculpa mais uma vez pela demora, a vida anda meio coisada ultimamente, e não tem como eu prometer dias para postar, daí sempre que eu puder posto dois por dia tá :)
  • E sobre comentários, eu entendo se não quiserem comentar poque: (a) eu demoro demais pra postar, (b) a fic não é lá essas coisas, (c) é a primeira fic e (d) ah eu queria mais comentários sim ansbansbanbsna
  • Ah! Acho que tá tudo muito junto né, tipo, os diálogos, as partes contadas...se estiver ruim pra ler me falem que eu dou espaço :)
  • Desculpem pela falta de gifs, tava meio sem tempo e com preguiça, compenso no próximo hot, juro juradinho nasbnsdbnd
  • É isso, espero que me entendam e amo vocês! <3

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Capítulo 11

   Assim que entramos no carro Sam me vendou. Não tinha ideia do por que disso, mas não hesitei. No pano que me vendava havia uma pequena fresta, onde enxergava vagamente o que estava a minha frente. A viajem não durou muito, senti o carro para em algum lugar e alguém me tirando com cuidado do carro, era Sam e Brianna. Elas me guiaram para não sei onde, olhei um pouco pela fresta do pano e pelo que consegui enxergar era a casa do Bruno. Adentramos. Lá dentro estava completamente escuro, percebi que elas me largaram em algum lugar e senti alguém do meu lado; tateei e era Bruno.
– Bruno, o que está acontecendo? – falei num sussurro.
Ele tateou ao seu lado me achando e passando a mão nos meus seios. Safado.
– Leni?! Ai que bom. Eu não tenho ideia do que está acontecendo, eu estou vendado. – falou num sussurro também.
– Somos dois então, estou vendada também.
   Assim que terminei de falar, percebi um clarão na nossa frente, tiramos as vendas juntamente e lá estava, uma multidão gritando “Surpresa!”. Não tivemos reação no momento, apenas nos entreolhamos assustados e logo depois sorrimos sem jeito.
– Hey gente, bora falar alguma coisa, a festa é de vocês. – escutei Kam gritar.
– Agora espera, deu pane na cabeça dos dois. – disse Ryan.
A ficha não tinha caído, meu sorriso era enorme, mas ao mesmo tempo veio um flashback da morte de meus pais, Segurei no braço de Bruno e caminhamos até as pessoas.
– Parabéns meu amor! Sei que não queria nada disso, mas já estava na hora. – Brianna disse enquanto me abraçava. – Parabéns pra você também. – abraçou Bruno que agradeceu.
– Leni tá ficando mais velha. E o senhor Mars também.– disse Sam também me abraçando e cumprimentando Bruno. Mostrei a língua pra ela.
– Vem Leni, quero que conheça algumas pessoas. – Bruno me puxou pelo braço e levantou o pescoço, como se estivesse procurando algo.
Chegamos perto de algumas mulheres.
– Leni essas são Tahiti, Tiara, Presley e Jaime. – falei “oi” pra elas, estava morrendo de vergonha. – E essa a senhora Bernadette, a que gerou esse gostoso aqui. – passou a mão pelo peito e acabamos rindo.
– Meu filho, parabéns pelo seu dia. – lhe deu um abraço bem forte e as meninas ficaram envolta deles. É, acabei sobrando.
Ficaram uns 5 minutos juntos, eles mereciam esse tempo ou até mais. Sei como é sentir saudades de que se ama. Eles se separaram e uma de suas irmãs, pelo que me recordo é Tahiti, veio até mim.
– Parabéns atrasado. Sua amiga me disse que foi dia 6, mas tá valendo ainda. – dei um sorriso envergonha e assenti.
– Não precisa ter vergonha não, somos legais. – Tiara disse e ri baixinho.
– Não ligue pra elas, são diretas ao assunto. – sua mãe me disse carinhosamente.
   Fiquei com vergonha ao lado delas, mas fui me soltando aos poucos. Sam e Brianna vieram até mim, Urbana também, me desejando os parabéns, Fomos todas à cozinha para fofocar um pouco. Os meninos também falaram comigo e com Bruno e, falando nele, estava se divertindo com eles.

Bruno Pov’s
  
   Eu não poderia estar mais feliz, festa surpresa com direito a minhas irmãs e meus pais aqui, parece um sonho do qual não quero sair. Achei que fosse Leni quem organizara tudo, mas ela também foi surpreendida som a festa e comemorando junto a mim, talvez ela não tenha gostado muito devido a morte de seus pais, mas é bom para ela esquecer um pouco isso.
   Sinceramente, nunca pensei em gostar tanto de uma pessoa novamente como gosto da Leni. Não posso dizer que a amo como um casal, mas a amo pela sua amizade com a minha pessoa. Dizer que não sinto ciúmes dela seria mentir, porque sinto...na verdade nem sei mais o que sinto quando estou perto dela, é algo confuso. Ela é tão doce comigo, tão, hmm, fiel, não quero magoá-la como Elena me magoou. Bem, chega de remexer no passado e curtir a festa. E talvez faça uma loucura hoje, acho que Leni irá gostar.

Leonore Pov’s
  
   Estou me divertindo muito com elas, são uns amores e a parte piadista já vem de família mesmo. Estávamos todas fuxicando na cozinha, as irmãs dele, eu, a sua mãe, Sam, Brianna e Urbana, e enquanto isso os meninos estavam curtindo um sonzinho perto da piscina. Bruno estava feliz, tão feliz que eu me sentia bem por isso, conversando com seu pai e os meninos. Acho que essa festa foi como um “choque” para a realidade, me fez acordar que sofrer e me culpar pelo resto da vida pela morte dos meus pais não me faz bem.

(...)
  
   Fiquei perto da piscina, conversando com elas ainda, são uns amores, engraçadas, não tem não gostar delas. Me identifiquei mais com Tahiti e Presley, não sei o porque. Eric passou por nós indo para a cozinha e percebi Jaime fazendo algum sinal pra ele, o qual entendeu. Um tempinho depois vi ele passando por nós com uma mesa, atrás veio Kam com algumas guloseimas e por fim Jamareo com um bolo em mãos...com certeza já dava para suspeitar.
   Eles arrumaram tudo num canto, perto da entrada da cozinha. Eric veio nos avisar que estava tudo pronto e Jaime pediu para que me levantasse. Levantamos todas praticamente juntas, Bruno e eu fomos “colocados” atrás da mesa e o pessoal se aproximou.
– Pessoal, agora já sabem o que devem fazer. – disse Phil e após isso começou um coro de “parabéns pra você”.
   Eu e Bruno, um do lado do outro novamente, senti sua mão segurar minha cintura e nos aproximar mais, não sabia onde enfiar a minha cara. Sim, eu estava com vergonha, mas não me pergunte o motivo, nem eu sei. Depois de cantarem Ryan gritou para cortarmos o bolo, esfomeado. Deixei esse serviço para Bruno, já que hoje é o seu aniversário e, não foi uma boa ideia, ele se sujou tudo, conseguiu sujar até o rosto, como pode isso.
– Obrigado por tudo. – disse ele perto do meu ouvido, me fazendo arrepiar.
– Não agradeça a mim, agradeça à Brianna e seus cúmplices pela festa. – falei também próximo ao seu ouvido.
– Mas te agradeço também por esquecer um pouco o que aconteceu com seus pais e estar aqui, por estar melhorando e comendo, por estar comigo, do meu lado.
Sim, um sorriso bobo se formou em meu rosto, como sempre quando estou com ele.

(...)

  Já estava bem tarde, a maioria já havia ido embora, sobrando eu, Bruno, Ryan, Sam e Brianna.
– Tenho outra surpresa pra você. – disse Brianna se sentando na poltrona a minha frente e com seu tablet em mãos.
O ligou, plugou o modem nele, mexeu um pouco e pediu para que eu fechasse os olhos, de novo.
– Pode abrir meu bem. – pediu
   Abri os olhos e não acreditei, os pais dela, bem, meus pais também estavam na minha frente. Estava morrendo de saudades e com o tempo meio apertado não tinha falado com eles desde a última ligação. Como era bom vê-los ali, mesmo não sendo pessoalmente, a saudade era enorme e eles não mudaram quase nada, a não ser por alguns fios brancos que já apareciam.
– Eu nem sei o que eu falar.- falei entre um sorriso enorme e as lágrimas começaram a brotar. – Meus Deus quanta saudades de vocês.
– Ah minha filha, também sentimos, de vocês duas. Não sabem como a casa ficou vazia depois de saírem. – minha mãe falava com sua voz calma e zelosa de sempre, a qual me acalmava e me confortava.
– Olha só, minhas baixinhas continuam baixinhas ainda. – disse meu pai sorrindo e coloquei a língua para ele. – Quanta saudade de vocês, espero que nos visitem o quanto antes.
– Claro pai, se nossas férias acontecer no mesmo período vamos sim. Precisamos passar um tempo em Londres, um lugar mais friozinho. – Brianna falou e assenti com ela.
– Hey Leni, de quem é esse chapéu do seu lado? – meu pai perguntou curioso e percebi pela janelinha do Skype que Bruno, ou melhor, parte dele aparecia.
Brianna logo se intrometeu e virou o tablete, mostrando todos que estavam ali, inclusive Bruno.
– Ah pai, esse é só o “namoradinho” dela. – assim que falou fuzilei ela com os olhos, acho que não era melhor hora de falar, mas agora a bocuda já falou.
– Hmmm, mas esse não é o Bruno Mars? – perguntou minha mãe – Ou estou ficando louca?
– É ele sim. – falei sem graça. – Bruno, Melinda e Simon, mãe e pai, Bruno. – os apresentei.
– Oi senhor e senhora Stryder. – Bruno falou simpaticamente. Percebi meu pai fechando um pouco a cara.
– Hmm...Analisando bem você parece um bom rapaz. – senhor Simon disse um pouco sério.
– Não ligue para ele Bruno, é só para se aparecer mesmo. – minha mãe disse entre risos.
– Bem, farei sua filha muito feliz e se depender de mim vai durar por muito tempo. – Bruno segurou minha e mão e...É isso mesmo que escutei? Não estou delirando? Ai meu pobre coração. Devia ter gravado, tirado print da fala dele, sei lá. Agora explode coração porque pra mim ele é perfeito.
– Assim acho bom...Ah rapaz, estou brincando, espero que sejam muito felizes juntos.
– Já somos! – Bruno falou outra vez, e mais uma vez sorri feito idiota e meus olhos brilharam.
   Eles conversaram mais um pouco, apresentei Sam para eles, contei sobre Brianna e Phred e eles me desejaram os parabéns, para Bruno também. Brianna, Ryan e Sam foram embora um pouco depois e, acho que Sam e Ryan estão “brigados”, ficaram boa parte da festa afastados e se falaram bem pouco, depois descubro o que houve.
– Pois é, agora temos a casa só pra gente. – Bruno fechou a porta e olhou maliciosamente para mim.
– Já falei que você é o rei do “Reino das Safadices”. – falei fazendo aspas com a mão.
– Mas até meia noite é meu aniversário, poderia me dar um presentinho. – se aproximou de mim segurando meu corpo bem próximo do seu. Me deu um selinho.
– Olha...Posso até te presentear, mas depois de abrir os presentes.
– Você é má sabia. – me olhou feito cão sem dono.
Nos desvencilhamos e sentamos no sofá, perto dos presentes. Abrimos um por um e adorei todos, mas uma pequena caixinha verde água me chamou a atenção. A peguei e...Meu Deus, sim, era a caixinha mais famosa do mundo, caixinha da Tiffany & CO.
   Eu fiquei, digamos em choque, quem teria gastado tanto pra me dar algo de lá. Quando abri, dentro dum saquinho havia uma pulseira linda, com um pingente imitando um floco de neve. Peguei-a na mão, parecia uma criança ganhando o brinquedo desejado. Coloquei ela no pulso e fiquei olhando.
– Gostou? – Bruno me pergunta.
– Gostar é pouco, eu amei. – falei ainda olhando pra ela – O problema é que não tem nenhum cartão pra saber quem deu.
– Mas eu sei quem foi, e ela está bem do seu lado.
Depois que disse isso eu voltei meu olhar para ele, não acredito que gastou tanto comigo.
– Meu Deus Bruno, não precisava. Eu estou sem palavras, sei lá, não posso aceitar.
– Claro que pode. – segurou em minha mão – Só não pode como deve.
– Eu realmente estou sem palavras...Nem sei como agradecer. – nossos rostos já estavam próximos.
– Mas eu sei como. – Me deu um beijo. Aquele beijo apaixonado e ao mesmo tempo com vontade; como se fosse nosso primeiro beijo.
– Se acalma aí, acho que tem um lugar melhor pra isso. – tá, não acreditei no que disse, mas sempre quando estou perto dele fico mais “saidinha”.




  •  Bem gente, sei que devem estar bravas comigo pela demora, mas posso explicar amsnamdnms Como sou pobre, em casa é só um computador pra todos e minha mãe começou sua faculdade de geografia à distância, assim ela toma "posse" do pc às vezes. Mil desculpas mesmo pela demora e agora vou tentar normalizar as postagens.
  • Esse capítulo ficou grande, espero que gostem e se der posto mais hoje pra compensar a demora. Comentem u.u


   

sábado, 21 de setembro de 2013

Capítulo 10

  •   Bem, ando meio desanimada com a fic, por isso a demora, mas pra compensar capítulo grande. Boa leitura <3


    Hoje é aniversário do Bruno, preciso retribuir o presente que ele me deu, mas não faço a mínima ideia do que dar à ele. Sam e Brianna tem agido estranhamente nesses últimos dias, se afastando um pouco, cheias de segredinhos...Com certeza estão tramando algo.
   Passei a noite na casa de Bruno, já que ele não estava muito bem, acho que é só um resfriado mas como ele é dramático acha que está vendo a luz no fim do túnel. Já são vinte pras quatro da tarde, fui até a cozinha preparar algo pra comermos. Como ele estava passando mal resolvi preparar alguma coisa leve, torradas e um chá de camomila. Arrumei tudo em uma bandeja e levei até o quarto, onde Bruno estava deitado na cama vendo um desenho e rindo gostosamente feito criança.
– Posso saber qual é a graça? – falei enquanto colocava a bandeja em seu colo e me arrumava ao seu lado.
– Queridinha a graça é “Bob Esponja e Patrick Estrela”, você não teve infância não? – fingiu indignação.
– Tive sim querido, também adoro Bob Esponja.
– Ótimo. Agora você tem que cuidar do bebê dodói aqui. – fez manha.
– Okay anão compacto, pode parar de graça. – tentei fingir seriedade, mas falhou.
– Anão compacto? – perguntou boquiaberto – Mas agora você abusou da sorte – deu um sorriso safado.
   Bruno levantou rapidamente da cama e sem que eu pudesse me desviar, pulou em cima de mim e começou a fazer cócegas; meu ponto fraco. Eu implorava para ele parar, mas em vão.
– Só paro se você dizer “ Bruno é o gigante mais lindo desse mundo”.
– Bruno não se iluda, você não é grande. – falei e comecei a gargalhar novamente.
– Resposta errada. Repita o que eu disse e eu paro com essa tortura.
– Bruno é o gigante mais lindo desse mundo. – repeti e ele parou de fazer cócegas.
– Assim eu acho melhor – fez cara de convencido.
– Mas sair de cima de mim não quer né?!
   Assim que disse isso ele deu um sorriso malicioso e se aproximou de meu rosto, colocou sua mão por trás da minha nuca, me puxando para mais perto e juntando nossos lábios num beijo terno. Seus lábios se movimentavam suavemente, nossas línguas vasculhavam a boca um do outro levemente...cada toque, cada beijo seu era um conforto para mim, sempre me lembravam o nosso primeiro. Suas mãos corriam apressadamente pela lateral de meu corpo, indo de minhas costelas até minha coxa, as coisas já estavam esquentando. Resolvi parar por aí, sei lá, achei melhor. Levantamos e Bruno foi até o banheiro, enquanto isso peguei meu celular no criado mudo e mandei uma mensagem para Brianna.
Brianna preciso da sua ajuda, preciso comprar um presente de aniversário pro Bruno”
Ela respondeu de imediato.
Okay senhorita, pode ser às duas no shopping da 5º avenida?”
“Pode sim, então até daqui há uma hora. Beijos”
Coloquei o celular no criado mudo de novo e Bruno saiu do banheiro.
– Hoje é dia 8, sabia que é aniversário de uma pessoa? – falou indo até o closet.
– É mesmo? Não tenho ideia de quem seja. – me fiz de desentendida.
– Ela tá bem do seu lado. – disse me olhando.
– Não me diga que é um fantasma? – me boca estava aberta como um “o” de espanto.
– Oh pessoa lerda, sou eu criatura. – ficou apontando o dedo pra ele mesmo.
– Pessoa lerda é você, porque eu estava fingindo. Ou você achou que esqueci mesmo?
– Sinceramente, achei que era verdade. – ele fazia uma carinha tão fofa, como resistir?!
– Ah seu bobo, eu jamais esqueceria tá. – dei um beijo em sua bochecha.
   
(...)
  
   Como estava sem carro e não queria incomodar o Bruno fui ao shopping de metrô mesmo. Liguei para Brianna e nos encontramos em gente à uma loja.
– Finalmente hein. – Brianna falou e me deu dois beijos na bochecha.
– Queridinha são só duas e dez, nem me atrasei tanto então acalma-te aí.
– Então, já tem em mente algo que queira dar para ele? – perguntou enquanto caminhávamos em frente as vitrines.
– Não sei ainda, talvez um chapéu ou um óculos de sol novo...
– Na minha opinião chapéu e óculos são muito “óbvios”, talvez uma camisa que não seja tão brega e chamativa. – falou e rimos juntas.
   Caminhamos por um longo tempo até passarmos em frente de uma loja de roupas masculinas a qual me chamou a atenção, além do desconto de pagamento à vista tinha umas camisas muito bonitas.
– Olá, em que posso ajudá-las? – perguntou a simpática vendedora.
– Olá, eu gostaria de ver algumas camisas de gola alta. – falei e ela pediu para à acompanharmos.
Ela passou para trás de um balcão de vidro e começou a vasculhar uma enorme estante com vários nichos de roupas.
– Qual seria o tamanho dele?- perguntou.
Eu e Brianna nos entreolhamos, eu realmente não tinha ideia do tamanho dele, só sei que é um meio metro gordo e lindo.
– Bem, eu não faço ideia.
– Tudo bem, me descreva seu tipo físico e tentarei encontrar algo. – pediu a vendedora.
– Ele tem 1,65 de altura, é meio gordinho e tem os braços mais fortes. – o descrevi e confiei na vendedora, ela aparentava ter uns 40 anos e acho que tem uma boa experiência no ramo.
Ela voltou a olhar para a estante e começou a tirar algumas peças, lodo depois estendeu todas no balcão de vidro à sua frente.
– Bem senhorita, tenho essas peças. Sei que são poucas por conta da liquidação, mas no fim do mês chega mais peças para agente. – sorriu simpaticamente.
Olhei uma por uma até que finalmente achei algo que me interessasse. Ela tinha uma estampa de coqueiros e seu fundo era azul bem escuro, sei que não é tão linda, mas acho que ele vai gostar por lembrar um pouco o Havaí.
– Vou levar essa. – entreguei a camisa para a vendedora e ela a pegou levando para a moça do caixa.
Pedi para a moça embrulhar, paguei a quantia e saímos da loja.
– E como vão as coisas com o senhor Phered? – perguntei enquanto caminhávamos na direção da praça de alimentação.
– Melhores impossíveis – fez uma cara de apaixonada – Ele é um fofo, engraçado...Acho que realmente achei minha alma gêmea, apesar de ser um pouco diferente de mim.
– Finalmente a alma de piriguete saiu de você – falei e ela deu um leve tapa no meu braço.
Sentamos em uma mesa e escolhemos comida japonesa.
– E você o Brunitão?
– Ah, está bem, eu realmente gosto dele, eu o amo muito...só não sei ele. – fiquei pensativa por um instante.
– Por que diz isso?
– Não tenho uma certeza concreta, mas quando ele foi em casa, aí aconteceu o rala e rola e eu me declarei pra ele, ele disse que ainda me vê como amiga, e só começamos o “namoro” porque ele quis tentar, não que eu não queria, mas preferiria se fosse amor dos dois lados.
– Sabia que às vezes tu é confusa?! Mas então, não custa tentar não é. Se ele não te ama do jeito que você o ama, faça ele amar. – falou e voltou a comer.
   Ela tinha razão, talvez consiga ou talvez não. Terminamos nosso lanche e voltamos embora.

Bruno Pov’s
  
   Passamos o dia trancados no estúdio, terminando algumas músicas e pensando no clipe da primeira música que lançamos. Os meninos andam meio estranhos, parecem tramar algo, mas nada fora do normal, ou seja, continuam retardados.
– Hey cara, vamos dar um pulo naquele barzinho da esquina, ele é bem calmo. – Phil deu a sugestão.
– Sei lá, estou muito cansado hoje, estava querendo chegar cedo em casa e descansar. – falei meio indisposto devido ao resfriado.
– Vai dizer que a mulherzinha aí tá dodói. – Kam folgou em mim e ofereci o dedo do meio pra ele.
– Está bem, eu vou, mas não esperem que eu fique a noite toda porque agora eu sou compromissado.
– Compromissado? Como assim meu filho? – Phil perguntou incrédulo.
– A Leni meu querido, é ela. Faz pouco tempo. – falei e escutei um coro no fundo de “awn”.
– Okay, agora vamos parar de gracinhas e vamos logo pra esse bar porque estou afim de beber uma cerveja.
   Passamos mais alguns sons, desliguei as luzes tranquei o estúdio e fomos para o tal barzinho. Foi apenas eu, Phil e Ryan, p resto disse que tinham um compromisso, estou falando que eles estão estranhos.

Leonore Pov’s

– Mas Brianna eu não vou a lugar nenhum, pra quê vou me arrumar? – bufei.
– Porque você vai sair com a gente meu bem. – Sam falou e passou seu batom.
– Mas eu estou com preguiça. – fiz manha.
– Senhor dai-me paciência para eu não meter a mão na cara desse ser. – Brianna falou e acabei findo do seu jeito de falar.
– Me deem vinte minutos e já fico pronta, mas posso saber pelo menos onde a gente vai pra saber que roupa usar?
– Não se preocupe com a roupa porque já deixei separada, agora vai tomar banho, não temos todo o tempo do mundo. – Sam falou impacientemente.
   Fui para o banho, tentei ser rápida antes que Sam desse um chilique na sala. Durante o banho fiquei imaginando onde iriamos, elas já andam misteriosas um bom tempo. Saí, me sequei e na cama estava a roupa estendida. Coloquei um short de couro preto, uma blusa preta solta e com brilho, um ankle boot, maquiagem um pouco leve, meu maxi colar e fiz um rabo de cavalo.

– Falei que esse short ficaria bom com a blusa. – disse Sam convencida.
– Admito que ficou bom mesmo, mas ainda prefiro com a blusa branca. – Brianna retrucou.
– Okay meninas, agora vamos?






sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Capítulo 09

  • Mas que pecado gente. Somente um, apenas um, um único comentário no capítulo anterior. Agora sinto o que é ficar sem comentários :c Mas como tenho bom coração vou continuar a postar, porém, se continuar assim eu paro :/ Bem, boa leitura amores <3

   A semana passou rapidamente e hoje é meu aniversário...Maldito dia. Hoje faz 19 anos sem meus pais, sem o carinho deles, sem as histórias antes de dormir do meu pai, sem o mimos da minha mãe. Data que não gosto de comemorar, pra mim tanto faz passar em branco.
   
Brianna Pov’s

– Então Sam, vamos fazer uma festa surpresa pra Leni. Já que o aniversário dela e do Bruno são bem próximos vamos comemorar no dia 8, aniversário dele. Vamos fingir que é um dia comum, assim ela não desconfia já que não comemora o dia dela. Vamos nos reunir na casa do Bruno as sete e meia e vai todo mundo, posso contar com você?
– Claro Brianna – falou empolgada – Amo festas e uma boca livre – gargalhamos juntas – Então dia 8 as sete meia estarei lá. Mas ela não ficará brava? Sabe como é, fazer algo assim escondido pode deixa-la um pouco triste.
– Talvez isso aconteça, mas ela tem que sair dessa amargura. Eu não aguento mai vê-la assim quando chega essa época, já são anos desse jeito, ela se trancando no quarto, chorando rios e se culpando por algo que não foi culpa dela. – disse seriamente.
– Pois é, tu tem razão. Está combinado então, até mais, beijo. – nos despedimos.
   Sinceramente tenho receio de Leni não gostar, mas vai fazer bem pra ela, deixar coisas ruins pra trás.

Bruno Pov’s
   
Hoje é aniversário da Leni, felizmente é hoje que volto de Nova York e vou poder comemorar com ela. A entrevista correu tudo bem, mas me senti um pouco diferente esses dois dias. Senti falta dela, ficava preocupado quando não respondia alguma mensagem ou não retornava a ligação; Phil começou com as gracinhas dele falando que eu estava apaixonado e tudo mais mas não sei bem se é isso.
   Eu compreendo o amor que Leni sente por mim, acho lindo...O problema é que não consigo corresponder isso, a vejo como minha melhor amiga, hmm, amizade colorida talvez. Sei o quanto ela é frágil, não posso e nem quero magoá-la, veremos até onde essa relação pode ir. Peguei meu celular e liguei pra ela antes de embarcar.
– Oi meu amor. – atendeu no terceiro toque.
– Oi Leni. Estou voltando hoje e estou com saudades. – falei.
– Eu também estou, com muita saudades. E como foram os dias em Nova York?
– Tudo ótimo, o pessoal da TV foram muito legais, não tive muito tempo pra sair, mas ainda voltaremos, só eu e você, juntinhos. – falei e imaginei o sorriso bobo e lindo dela se formando no rosto.
– Awwnn Bruno, sim, ainda vamos fazer uma viajem sozinhos, juntos.
– Bem Leni vou ter que desligar por que chamaram meu voo, beijos e até daqui algumas horas.
– Okay, beijo Bruno, te amo.
  
(...)
  
Já estava quase na hora do voo dele chegar, pedi para Brianna me levar, já que não dirijo. Cheguei na sala de espera e lá estava ele sentado ao lado de Phil e Ryan. Acenei pra ele que me viu e caminhou até nós.
– Oi. – disse dando um selinho nele. Logo depois cumprimentei os meninos que assim fizeram com Brianna.
   Fomos até o carro e eles guardaram as malas. Brianna ficou no volante, Phil sentou no banco do carona e eu, Bruno e Ryan ficamos apertados no banco de trás. Durante o trajeto Phil e Brianna ficaram no maior papo e Ryan começou com suas frescuras pra cima de mim e Bruno. Deixamos ao meninos em suas casas, Bruno perguntou se podia ir na casa dele e concordei.
– Bom, agora vamos ao assunto, o dia de hoje. – disse ele colocando a mala em cima da cama e se sentando na minha frente.
– E o que esse dia tem de tão especial? – me fiz de desentendida.
– É o dia que uma pessoinha linda que conheço faz 27 anos.
– Você? – fiz cara de sonsa – Ah Bruno obrigada por lembrar, mas pra mim é um dia comum, não gosto de comemorar. – abaixei minha cabeça.
– Leni, sei o que aconteceu, você precisa esquecer isso. Apesar de ser um dia triste pra você, também é um dia especial. Seus pais devem estar muito orgulhoso de você onde que que estejam e não gostaria de te ver tão pra baixo justo hoje. – segurou meu queixo e deu um sorriso sem mostrar os dentes, me confortando.
– Okay senhor Mars, e qual seria o assunto que envolve meu aniversário?
– Seu presente.
Achei muito fofo ele ter lembrado do meu aniversário e agora querendo me dar presente.
– Obrigada Bruno, mas não posso aceitar.
– Por quê? – franziu a testa.
– Sei lá, não precisa ficar gastando deu dinheiro comigo.
– Olha como ela é humilde – sorriu – Fecha os olhos. – pediu e assim fiz. Um tempinho depois senti sua respiração bem próxima do meu rosto.
– Pode abrir. – falou e senti seu hálito mentolado com mistura do cigarro tocar meu rosto.
Quando abri meus olhos ele me olhava nos olhos com cara de criança arteira e eu não estava entendendo nada.
– Isso foi uma pegadinha? Não entendi.
– Calma apressada, seu presente é sua aula na auto escola. – sorriu satisfeito.
– Auto escola? Capaz mesmo. – revirei os olhos.
– Pra mim não interessa o que você acha, vai fazer e ponto – fingiu autoritarismo – Vai ser bom pra você, se livrar do trauma do acidente de seus pais e, Brianna vai agradecer por não ter que ficar te levando pra tudo que é canto.
   É, ele tinha razão, aceitei o presente, mesmo não gostando da ideia. Levantei da poltrona perto da cama e lhe dei um beijo.