- Bem, ando meio desanimada com a fic, por isso a demora, mas pra compensar capítulo grande. Boa leitura <3
Hoje é aniversário do
Bruno, preciso retribuir o presente que ele me deu, mas não faço a mínima ideia
do que dar à ele. Sam e Brianna tem agido estranhamente nesses últimos dias, se
afastando um pouco, cheias de segredinhos...Com certeza estão tramando algo.
Passei a noite na casa de Bruno, já que ele
não estava muito bem, acho que é só um resfriado mas como ele é dramático acha
que está vendo a luz no fim do túnel. Já são vinte pras quatro da tarde, fui
até a cozinha preparar algo pra comermos. Como ele estava passando mal resolvi
preparar alguma coisa leve, torradas e um chá de camomila. Arrumei tudo em uma
bandeja e levei até o quarto, onde Bruno estava deitado na cama vendo um
desenho e rindo gostosamente feito criança.
–
Posso saber qual é a graça? – falei enquanto colocava a bandeja em seu colo e
me arrumava ao seu lado.
–
Queridinha a graça é “Bob Esponja e Patrick Estrela”, você não teve infância
não? – fingiu indignação.
–
Tive sim querido, também adoro Bob Esponja.
–
Ótimo. Agora você tem que cuidar do bebê dodói aqui. – fez manha.
–
Okay anão compacto, pode parar de graça. – tentei fingir seriedade, mas falhou.
–
Anão compacto? – perguntou boquiaberto – Mas agora você abusou da sorte – deu
um sorriso safado.
Bruno levantou rapidamente da cama e sem que
eu pudesse me desviar, pulou em cima de mim e começou a fazer cócegas; meu
ponto fraco. Eu implorava para ele parar, mas em vão.
–
Só paro se você dizer “ Bruno é o gigante mais lindo desse mundo”.
–
Bruno não se iluda, você não é grande. – falei e comecei a gargalhar novamente.
–
Resposta errada. Repita o que eu disse e eu paro com essa tortura.
–
Bruno é o gigante mais lindo desse mundo. – repeti e ele parou de fazer
cócegas.
–
Assim eu acho melhor – fez cara de convencido.
–
Mas sair de cima de mim não quer né?!
Assim que disse isso ele deu um sorriso
malicioso e se aproximou de meu rosto, colocou sua mão por trás da minha nuca,
me puxando para mais perto e juntando nossos lábios num beijo terno. Seus
lábios se movimentavam suavemente, nossas línguas vasculhavam a boca um do
outro levemente...cada toque, cada beijo seu era um conforto para mim, sempre me lembravam o nosso primeiro. Suas mãos
corriam apressadamente pela lateral de meu corpo, indo de minhas costelas até
minha coxa, as coisas já estavam esquentando. Resolvi parar por aí, sei lá,
achei melhor. Levantamos e Bruno foi até o banheiro, enquanto isso peguei meu
celular no criado mudo e mandei uma mensagem para Brianna.
“Brianna preciso da sua ajuda, preciso
comprar um presente de aniversário pro Bruno”
Ela
respondeu de imediato.
“Okay senhorita, pode ser às duas no shopping
da 5º avenida?”
“Pode sim, então até
daqui há uma hora. Beijos”
Coloquei
o celular no criado mudo de novo e Bruno saiu do banheiro.
–
Hoje é dia 8, sabia que é aniversário de uma pessoa? – falou indo até o closet.
–
É mesmo? Não tenho ideia de quem seja. – me fiz de desentendida.
–
Ela tá bem do seu lado. – disse me olhando.
–
Não me diga que é um fantasma? – me boca estava aberta como um “o” de espanto.
–
Oh pessoa lerda, sou eu criatura. – ficou apontando o dedo pra ele mesmo.
–
Pessoa lerda é você, porque eu estava fingindo. Ou você achou que esqueci
mesmo?
–
Sinceramente, achei que era verdade. – ele fazia uma carinha tão fofa, como resistir?!
–
Ah seu bobo, eu jamais esqueceria tá. – dei um beijo em sua bochecha.
(...)
Como estava sem carro e não queria incomodar
o Bruno fui ao shopping de metrô mesmo. Liguei para Brianna e nos encontramos
em gente à uma loja.
–
Finalmente hein. – Brianna falou e me deu dois beijos na bochecha.
–
Queridinha são só duas e dez, nem me atrasei tanto então acalma-te aí.
–
Então, já tem em mente algo que queira dar para ele? – perguntou enquanto
caminhávamos em frente as vitrines.
–
Não sei ainda, talvez um chapéu ou um óculos de sol novo...
–
Na minha opinião chapéu e óculos são muito “óbvios”, talvez uma camisa que não
seja tão brega e chamativa. – falou e rimos juntas.
Caminhamos por um longo tempo até passarmos
em frente de uma loja de roupas masculinas a qual me chamou a atenção, além do
desconto de pagamento à vista tinha umas camisas muito bonitas.
–
Olá, em que posso ajudá-las? – perguntou a simpática vendedora.
–
Olá, eu gostaria de ver algumas camisas de gola alta. – falei e ela pediu para
à acompanharmos.
Ela
passou para trás de um balcão de vidro e começou a vasculhar uma enorme estante
com vários nichos de roupas.
–
Qual seria o tamanho dele?- perguntou.
Eu
e Brianna nos entreolhamos, eu realmente não tinha ideia do tamanho dele, só
sei que é um meio metro gordo e lindo.
–
Bem, eu não faço ideia.
–
Tudo bem, me descreva seu tipo físico e tentarei encontrar algo. – pediu a
vendedora.
–
Ele tem 1,65 de altura, é meio gordinho e tem os braços mais fortes. – o
descrevi e confiei na vendedora, ela aparentava ter uns 40 anos e acho que tem
uma boa experiência no ramo.
Ela
voltou a olhar para a estante e começou a tirar algumas peças, lodo depois
estendeu todas no balcão de vidro à sua frente.
–
Bem senhorita, tenho essas peças. Sei que são poucas por conta da liquidação,
mas no fim do mês chega mais peças para agente. – sorriu simpaticamente.
Olhei
uma por uma até que finalmente achei algo que me interessasse. Ela tinha uma
estampa de coqueiros e seu fundo era azul bem escuro, sei que não é tão linda,
mas acho que ele vai gostar por lembrar um pouco o Havaí.
–
Vou levar essa. – entreguei a camisa para a vendedora e ela a pegou levando
para a moça do caixa.
Pedi
para a moça embrulhar, paguei a quantia e saímos da loja.
–
E como vão as coisas com o senhor Phered? – perguntei enquanto caminhávamos na direção
da praça de alimentação.
–
Melhores impossíveis – fez uma cara de apaixonada – Ele é um fofo,
engraçado...Acho que realmente achei minha alma gêmea, apesar de ser um pouco
diferente de mim.
–
Finalmente a alma de piriguete saiu de você – falei e ela deu um leve tapa no
meu braço.
Sentamos
em uma mesa e escolhemos comida japonesa.
–
E você o Brunitão?
–
Ah, está bem, eu realmente gosto dele, eu o amo muito...só não sei ele. –
fiquei pensativa por um instante.
–
Por que diz isso?
–
Não tenho uma certeza concreta, mas quando ele foi em casa, aí aconteceu o rala
e rola e eu me declarei pra ele, ele disse que ainda me vê como amiga, e só
começamos o “namoro” porque ele quis tentar, não que eu não queria, mas
preferiria se fosse amor dos dois lados.
–
Sabia que às vezes tu é confusa?! Mas então, não custa tentar não é. Se ele não
te ama do jeito que você o ama, faça ele amar. – falou e voltou a comer.
Ela tinha razão, talvez consiga ou talvez
não. Terminamos nosso lanche e voltamos embora.
Bruno
Pov’s
Passamos o dia trancados no estúdio,
terminando algumas músicas e pensando no clipe da primeira música que lançamos.
Os meninos andam meio estranhos, parecem tramar algo, mas nada fora do normal,
ou seja, continuam retardados.
–
Hey cara, vamos dar um pulo naquele barzinho da esquina, ele é bem calmo. –
Phil deu a sugestão.
–
Sei lá, estou muito cansado hoje, estava querendo chegar cedo em casa e
descansar. – falei meio indisposto devido ao resfriado.
–
Vai dizer que a mulherzinha aí tá dodói. – Kam folgou em mim e ofereci o dedo
do meio pra ele.
–
Está bem, eu vou, mas não esperem que eu fique a noite toda porque agora eu sou
compromissado.
–
Compromissado? Como assim meu filho? – Phil perguntou incrédulo.
–
A Leni meu querido, é ela. Faz pouco tempo. – falei e escutei um coro no fundo
de “awn”.
–
Okay, agora vamos parar de gracinhas e vamos logo pra esse bar porque estou
afim de beber uma cerveja.
Passamos mais alguns sons, desliguei as
luzes tranquei o estúdio e fomos para o tal barzinho. Foi apenas eu, Phil e
Ryan, p resto disse que tinham um compromisso, estou falando que eles estão
estranhos.
Leonore
Pov’s
–
Mas Brianna eu não vou a lugar nenhum, pra quê vou me arrumar? – bufei.
–
Porque você vai sair com a gente meu bem. – Sam falou e passou seu batom.
–
Mas eu estou com preguiça. – fiz manha.
–
Senhor dai-me paciência para eu não meter a mão na cara desse ser. – Brianna falou
e acabei findo do seu jeito de falar.
–
Me deem vinte minutos e já fico pronta, mas posso saber pelo menos onde a gente
vai pra saber que roupa usar?
–
Não se preocupe com a roupa porque já deixei separada, agora vai tomar banho,
não temos todo o tempo do mundo. – Sam falou impacientemente.
Fui para o banho, tentei ser rápida antes
que Sam desse um chilique na sala. Durante o banho fiquei imaginando onde
iriamos, elas já andam misteriosas um bom tempo. Saí, me sequei e na cama
estava a roupa estendida. Coloquei um short de couro preto, uma blusa preta
solta e com brilho, um ankle boot, maquiagem um pouco leve, meu maxi colar e
fiz um rabo de cavalo.
–
Falei que esse short ficaria bom com a blusa. – disse Sam convencida.
–
Admito que ficou bom mesmo, mas ainda prefiro com a blusa branca. – Brianna retrucou.
– Okay meninas, agora vamos?





