sábado, 21 de setembro de 2013

Capítulo 10

  •   Bem, ando meio desanimada com a fic, por isso a demora, mas pra compensar capítulo grande. Boa leitura <3


    Hoje é aniversário do Bruno, preciso retribuir o presente que ele me deu, mas não faço a mínima ideia do que dar à ele. Sam e Brianna tem agido estranhamente nesses últimos dias, se afastando um pouco, cheias de segredinhos...Com certeza estão tramando algo.
   Passei a noite na casa de Bruno, já que ele não estava muito bem, acho que é só um resfriado mas como ele é dramático acha que está vendo a luz no fim do túnel. Já são vinte pras quatro da tarde, fui até a cozinha preparar algo pra comermos. Como ele estava passando mal resolvi preparar alguma coisa leve, torradas e um chá de camomila. Arrumei tudo em uma bandeja e levei até o quarto, onde Bruno estava deitado na cama vendo um desenho e rindo gostosamente feito criança.
– Posso saber qual é a graça? – falei enquanto colocava a bandeja em seu colo e me arrumava ao seu lado.
– Queridinha a graça é “Bob Esponja e Patrick Estrela”, você não teve infância não? – fingiu indignação.
– Tive sim querido, também adoro Bob Esponja.
– Ótimo. Agora você tem que cuidar do bebê dodói aqui. – fez manha.
– Okay anão compacto, pode parar de graça. – tentei fingir seriedade, mas falhou.
– Anão compacto? – perguntou boquiaberto – Mas agora você abusou da sorte – deu um sorriso safado.
   Bruno levantou rapidamente da cama e sem que eu pudesse me desviar, pulou em cima de mim e começou a fazer cócegas; meu ponto fraco. Eu implorava para ele parar, mas em vão.
– Só paro se você dizer “ Bruno é o gigante mais lindo desse mundo”.
– Bruno não se iluda, você não é grande. – falei e comecei a gargalhar novamente.
– Resposta errada. Repita o que eu disse e eu paro com essa tortura.
– Bruno é o gigante mais lindo desse mundo. – repeti e ele parou de fazer cócegas.
– Assim eu acho melhor – fez cara de convencido.
– Mas sair de cima de mim não quer né?!
   Assim que disse isso ele deu um sorriso malicioso e se aproximou de meu rosto, colocou sua mão por trás da minha nuca, me puxando para mais perto e juntando nossos lábios num beijo terno. Seus lábios se movimentavam suavemente, nossas línguas vasculhavam a boca um do outro levemente...cada toque, cada beijo seu era um conforto para mim, sempre me lembravam o nosso primeiro. Suas mãos corriam apressadamente pela lateral de meu corpo, indo de minhas costelas até minha coxa, as coisas já estavam esquentando. Resolvi parar por aí, sei lá, achei melhor. Levantamos e Bruno foi até o banheiro, enquanto isso peguei meu celular no criado mudo e mandei uma mensagem para Brianna.
Brianna preciso da sua ajuda, preciso comprar um presente de aniversário pro Bruno”
Ela respondeu de imediato.
Okay senhorita, pode ser às duas no shopping da 5º avenida?”
“Pode sim, então até daqui há uma hora. Beijos”
Coloquei o celular no criado mudo de novo e Bruno saiu do banheiro.
– Hoje é dia 8, sabia que é aniversário de uma pessoa? – falou indo até o closet.
– É mesmo? Não tenho ideia de quem seja. – me fiz de desentendida.
– Ela tá bem do seu lado. – disse me olhando.
– Não me diga que é um fantasma? – me boca estava aberta como um “o” de espanto.
– Oh pessoa lerda, sou eu criatura. – ficou apontando o dedo pra ele mesmo.
– Pessoa lerda é você, porque eu estava fingindo. Ou você achou que esqueci mesmo?
– Sinceramente, achei que era verdade. – ele fazia uma carinha tão fofa, como resistir?!
– Ah seu bobo, eu jamais esqueceria tá. – dei um beijo em sua bochecha.
   
(...)
  
   Como estava sem carro e não queria incomodar o Bruno fui ao shopping de metrô mesmo. Liguei para Brianna e nos encontramos em gente à uma loja.
– Finalmente hein. – Brianna falou e me deu dois beijos na bochecha.
– Queridinha são só duas e dez, nem me atrasei tanto então acalma-te aí.
– Então, já tem em mente algo que queira dar para ele? – perguntou enquanto caminhávamos em frente as vitrines.
– Não sei ainda, talvez um chapéu ou um óculos de sol novo...
– Na minha opinião chapéu e óculos são muito “óbvios”, talvez uma camisa que não seja tão brega e chamativa. – falou e rimos juntas.
   Caminhamos por um longo tempo até passarmos em frente de uma loja de roupas masculinas a qual me chamou a atenção, além do desconto de pagamento à vista tinha umas camisas muito bonitas.
– Olá, em que posso ajudá-las? – perguntou a simpática vendedora.
– Olá, eu gostaria de ver algumas camisas de gola alta. – falei e ela pediu para à acompanharmos.
Ela passou para trás de um balcão de vidro e começou a vasculhar uma enorme estante com vários nichos de roupas.
– Qual seria o tamanho dele?- perguntou.
Eu e Brianna nos entreolhamos, eu realmente não tinha ideia do tamanho dele, só sei que é um meio metro gordo e lindo.
– Bem, eu não faço ideia.
– Tudo bem, me descreva seu tipo físico e tentarei encontrar algo. – pediu a vendedora.
– Ele tem 1,65 de altura, é meio gordinho e tem os braços mais fortes. – o descrevi e confiei na vendedora, ela aparentava ter uns 40 anos e acho que tem uma boa experiência no ramo.
Ela voltou a olhar para a estante e começou a tirar algumas peças, lodo depois estendeu todas no balcão de vidro à sua frente.
– Bem senhorita, tenho essas peças. Sei que são poucas por conta da liquidação, mas no fim do mês chega mais peças para agente. – sorriu simpaticamente.
Olhei uma por uma até que finalmente achei algo que me interessasse. Ela tinha uma estampa de coqueiros e seu fundo era azul bem escuro, sei que não é tão linda, mas acho que ele vai gostar por lembrar um pouco o Havaí.
– Vou levar essa. – entreguei a camisa para a vendedora e ela a pegou levando para a moça do caixa.
Pedi para a moça embrulhar, paguei a quantia e saímos da loja.
– E como vão as coisas com o senhor Phered? – perguntei enquanto caminhávamos na direção da praça de alimentação.
– Melhores impossíveis – fez uma cara de apaixonada – Ele é um fofo, engraçado...Acho que realmente achei minha alma gêmea, apesar de ser um pouco diferente de mim.
– Finalmente a alma de piriguete saiu de você – falei e ela deu um leve tapa no meu braço.
Sentamos em uma mesa e escolhemos comida japonesa.
– E você o Brunitão?
– Ah, está bem, eu realmente gosto dele, eu o amo muito...só não sei ele. – fiquei pensativa por um instante.
– Por que diz isso?
– Não tenho uma certeza concreta, mas quando ele foi em casa, aí aconteceu o rala e rola e eu me declarei pra ele, ele disse que ainda me vê como amiga, e só começamos o “namoro” porque ele quis tentar, não que eu não queria, mas preferiria se fosse amor dos dois lados.
– Sabia que às vezes tu é confusa?! Mas então, não custa tentar não é. Se ele não te ama do jeito que você o ama, faça ele amar. – falou e voltou a comer.
   Ela tinha razão, talvez consiga ou talvez não. Terminamos nosso lanche e voltamos embora.

Bruno Pov’s
  
   Passamos o dia trancados no estúdio, terminando algumas músicas e pensando no clipe da primeira música que lançamos. Os meninos andam meio estranhos, parecem tramar algo, mas nada fora do normal, ou seja, continuam retardados.
– Hey cara, vamos dar um pulo naquele barzinho da esquina, ele é bem calmo. – Phil deu a sugestão.
– Sei lá, estou muito cansado hoje, estava querendo chegar cedo em casa e descansar. – falei meio indisposto devido ao resfriado.
– Vai dizer que a mulherzinha aí tá dodói. – Kam folgou em mim e ofereci o dedo do meio pra ele.
– Está bem, eu vou, mas não esperem que eu fique a noite toda porque agora eu sou compromissado.
– Compromissado? Como assim meu filho? – Phil perguntou incrédulo.
– A Leni meu querido, é ela. Faz pouco tempo. – falei e escutei um coro no fundo de “awn”.
– Okay, agora vamos parar de gracinhas e vamos logo pra esse bar porque estou afim de beber uma cerveja.
   Passamos mais alguns sons, desliguei as luzes tranquei o estúdio e fomos para o tal barzinho. Foi apenas eu, Phil e Ryan, p resto disse que tinham um compromisso, estou falando que eles estão estranhos.

Leonore Pov’s

– Mas Brianna eu não vou a lugar nenhum, pra quê vou me arrumar? – bufei.
– Porque você vai sair com a gente meu bem. – Sam falou e passou seu batom.
– Mas eu estou com preguiça. – fiz manha.
– Senhor dai-me paciência para eu não meter a mão na cara desse ser. – Brianna falou e acabei findo do seu jeito de falar.
– Me deem vinte minutos e já fico pronta, mas posso saber pelo menos onde a gente vai pra saber que roupa usar?
– Não se preocupe com a roupa porque já deixei separada, agora vai tomar banho, não temos todo o tempo do mundo. – Sam falou impacientemente.
   Fui para o banho, tentei ser rápida antes que Sam desse um chilique na sala. Durante o banho fiquei imaginando onde iriamos, elas já andam misteriosas um bom tempo. Saí, me sequei e na cama estava a roupa estendida. Coloquei um short de couro preto, uma blusa preta solta e com brilho, um ankle boot, maquiagem um pouco leve, meu maxi colar e fiz um rabo de cavalo.

– Falei que esse short ficaria bom com a blusa. – disse Sam convencida.
– Admito que ficou bom mesmo, mas ainda prefiro com a blusa branca. – Brianna retrucou.
– Okay meninas, agora vamos?






sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Capítulo 09

  • Mas que pecado gente. Somente um, apenas um, um único comentário no capítulo anterior. Agora sinto o que é ficar sem comentários :c Mas como tenho bom coração vou continuar a postar, porém, se continuar assim eu paro :/ Bem, boa leitura amores <3

   A semana passou rapidamente e hoje é meu aniversário...Maldito dia. Hoje faz 19 anos sem meus pais, sem o carinho deles, sem as histórias antes de dormir do meu pai, sem o mimos da minha mãe. Data que não gosto de comemorar, pra mim tanto faz passar em branco.
   
Brianna Pov’s

– Então Sam, vamos fazer uma festa surpresa pra Leni. Já que o aniversário dela e do Bruno são bem próximos vamos comemorar no dia 8, aniversário dele. Vamos fingir que é um dia comum, assim ela não desconfia já que não comemora o dia dela. Vamos nos reunir na casa do Bruno as sete e meia e vai todo mundo, posso contar com você?
– Claro Brianna – falou empolgada – Amo festas e uma boca livre – gargalhamos juntas – Então dia 8 as sete meia estarei lá. Mas ela não ficará brava? Sabe como é, fazer algo assim escondido pode deixa-la um pouco triste.
– Talvez isso aconteça, mas ela tem que sair dessa amargura. Eu não aguento mai vê-la assim quando chega essa época, já são anos desse jeito, ela se trancando no quarto, chorando rios e se culpando por algo que não foi culpa dela. – disse seriamente.
– Pois é, tu tem razão. Está combinado então, até mais, beijo. – nos despedimos.
   Sinceramente tenho receio de Leni não gostar, mas vai fazer bem pra ela, deixar coisas ruins pra trás.

Bruno Pov’s
   
Hoje é aniversário da Leni, felizmente é hoje que volto de Nova York e vou poder comemorar com ela. A entrevista correu tudo bem, mas me senti um pouco diferente esses dois dias. Senti falta dela, ficava preocupado quando não respondia alguma mensagem ou não retornava a ligação; Phil começou com as gracinhas dele falando que eu estava apaixonado e tudo mais mas não sei bem se é isso.
   Eu compreendo o amor que Leni sente por mim, acho lindo...O problema é que não consigo corresponder isso, a vejo como minha melhor amiga, hmm, amizade colorida talvez. Sei o quanto ela é frágil, não posso e nem quero magoá-la, veremos até onde essa relação pode ir. Peguei meu celular e liguei pra ela antes de embarcar.
– Oi meu amor. – atendeu no terceiro toque.
– Oi Leni. Estou voltando hoje e estou com saudades. – falei.
– Eu também estou, com muita saudades. E como foram os dias em Nova York?
– Tudo ótimo, o pessoal da TV foram muito legais, não tive muito tempo pra sair, mas ainda voltaremos, só eu e você, juntinhos. – falei e imaginei o sorriso bobo e lindo dela se formando no rosto.
– Awwnn Bruno, sim, ainda vamos fazer uma viajem sozinhos, juntos.
– Bem Leni vou ter que desligar por que chamaram meu voo, beijos e até daqui algumas horas.
– Okay, beijo Bruno, te amo.
  
(...)
  
Já estava quase na hora do voo dele chegar, pedi para Brianna me levar, já que não dirijo. Cheguei na sala de espera e lá estava ele sentado ao lado de Phil e Ryan. Acenei pra ele que me viu e caminhou até nós.
– Oi. – disse dando um selinho nele. Logo depois cumprimentei os meninos que assim fizeram com Brianna.
   Fomos até o carro e eles guardaram as malas. Brianna ficou no volante, Phil sentou no banco do carona e eu, Bruno e Ryan ficamos apertados no banco de trás. Durante o trajeto Phil e Brianna ficaram no maior papo e Ryan começou com suas frescuras pra cima de mim e Bruno. Deixamos ao meninos em suas casas, Bruno perguntou se podia ir na casa dele e concordei.
– Bom, agora vamos ao assunto, o dia de hoje. – disse ele colocando a mala em cima da cama e se sentando na minha frente.
– E o que esse dia tem de tão especial? – me fiz de desentendida.
– É o dia que uma pessoinha linda que conheço faz 27 anos.
– Você? – fiz cara de sonsa – Ah Bruno obrigada por lembrar, mas pra mim é um dia comum, não gosto de comemorar. – abaixei minha cabeça.
– Leni, sei o que aconteceu, você precisa esquecer isso. Apesar de ser um dia triste pra você, também é um dia especial. Seus pais devem estar muito orgulhoso de você onde que que estejam e não gostaria de te ver tão pra baixo justo hoje. – segurou meu queixo e deu um sorriso sem mostrar os dentes, me confortando.
– Okay senhor Mars, e qual seria o assunto que envolve meu aniversário?
– Seu presente.
Achei muito fofo ele ter lembrado do meu aniversário e agora querendo me dar presente.
– Obrigada Bruno, mas não posso aceitar.
– Por quê? – franziu a testa.
– Sei lá, não precisa ficar gastando deu dinheiro comigo.
– Olha como ela é humilde – sorriu – Fecha os olhos. – pediu e assim fiz. Um tempinho depois senti sua respiração bem próxima do meu rosto.
– Pode abrir. – falou e senti seu hálito mentolado com mistura do cigarro tocar meu rosto.
Quando abri meus olhos ele me olhava nos olhos com cara de criança arteira e eu não estava entendendo nada.
– Isso foi uma pegadinha? Não entendi.
– Calma apressada, seu presente é sua aula na auto escola. – sorriu satisfeito.
– Auto escola? Capaz mesmo. – revirei os olhos.
– Pra mim não interessa o que você acha, vai fazer e ponto – fingiu autoritarismo – Vai ser bom pra você, se livrar do trauma do acidente de seus pais e, Brianna vai agradecer por não ter que ficar te levando pra tudo que é canto.
   É, ele tinha razão, aceitei o presente, mesmo não gostando da ideia. Levantei da poltrona perto da cama e lhe dei um beijo.




quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Capítulo 08

  • Que bom que gostaram do hot, apesar de eu char que não nasbnsdbsn. Obrigada mesmo gente linda.

– Bruno será que dá pra para de graça, até parece criança. – reclamei enquanto víamos um filme.
– Nossa a moça ficou bravinha, é melhor eu para se não vou apanhar. – é, acabei rindo.
– Não estou brava, só quero assistir ao filme sem você tacando pipoca em mim e me cutucando.
– Tudo bem, se é assim que você quer eu me retiro dessa sala. – falou fazendo manha.
– Para seu bobo, quero você aqui comigo – dei um selinho nele – Apesar de me encher o saco.
Estávamos vendo 007 – Operação Skyfall. Eu particularmente adorei porque amo os filmes.

  (...)
  
Levantei com o toque do celular e sem fazer barulho para não acordá-lo. Tomei um banho rápido e fui tomar café, peguei minha bolsa no quarto e dei um beijo em sua testa antes de sair, mas ele acabou acordando.
– Onde pensa que vai senhorita? – perguntou ainda sonolento.
– Trabalhar.
– Não pode faltar pra ficar aqui comigo? – como resistir àquele rostinho fofo e a cama aconchegante.
– Não dá Bruno, eu volto hoje à trabalhar e você tem uma entrevista hoje, lembra? – lembrei-o.
– Minha nossa tinha me esquecido – levantou num pulo – Deixa eu me arrumar logo.
Não contive o riso pelo desespero dele.
– Calma filhote, a entrevista é só às dez.
– Mas é melhor já ir me arrumando porque preciso fazer chapinha na juba, pintar as unhas, raspar a perna, escolher o vestido. – imitou uma garota e como já era normal eu gargalhei.
– Okay donzela, mas eu já vou indo.
– Espera que eu te levo, não posso deixar a minha donzela solta por aí. – caminhou até o closet. Sorri feito boba quando disse isso.
– Você é sempre fofo assim ou quer balinha?
Saiu do closet vestindo uma jaqueta de couro, calça jeans, vans preto, chapéu e um ray-ban.
– Quero beijinho. – fez biquinho.
– Você é um garoto muito beijoqueiro, depois te dou beijinho.
– E você é má.
  
   (...)

– Bom dia Sam! – falei chagando na sala.
– Olha só, a margarida deu as caras. Como vão as coisas com o Bruno?
– Pelo jeito a notícia se espalhou – bufei – Ah Sam, não podiam ser melhores, ela está sendo muito fofo comigo. Sabe como é, ontem rolou e ui; ele é bom – ela me olhou com cara safada – O problema é que...Ele não me ama como eu o amo, não tem a mesma intensidade. Por isso tenho meus receios.
– Leni, que bom que estão juntos agora, mas se você se sente um pouco presa converse com ele, acho que uma relação esclarecida é bom. – Sam era uma boa conselheira. Assenti num gesto de agradecimento.
– Agora chega de falar de mim e vamos falar de você e Ryan.
– Ryan – revirou os olhos – Aquele parente do Shrek.
– Brigaram? – perguntei e ela assentiu – Qual o motivo?
– Eu queria ver um filme e ele um jogo de futebol americano. – tá eu ri. Ela brigou por isso?! Ai Deus.
– Sam sei que gosta dele e brigar por um motivo bobo desse, para.
– Não é bobo, só questão de gostos.
   O resto do dia foi como todos os outros, parado, quieto (não tão quieto porque Sam adora falar). Mandei uma mensagem pra Brianna antes que ela faça o papel de mãe e comece a dar chilique, falei que não precisava me buscar já que Bruno faria isso. Me despedi de Sam e lá estava, na frente do fórum, Bruno parado com o carro.
– Meu beijo. – ele cobrou assim que entrei no carro.
– Difícil esquecer das coisas hein. – dei um beijo nele.
– Claro, principalmente quando o assunto envolve minha boca, meu corpo. – deu a partida no carro e fomos embora.





segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Capítulo 07

  • A tia da top therm adverte: este capítulo contém cenas de reprodução da espécie, caso não se sinta a vontade, ligue 0800 777 7000 e peça para a tecnomania lhe passar o número de um psiquiatra.
  • Meus “redescobridores” (sim, coloquei nome pra os meus leitores) sei que esse hot está péssimo, mas como é o primeiro aguentem. Beijos e boa leitura <3

   O calor de nossos corpos unidos estava me deixando com desejos, nossas línguas livres explorando cada canto da boca do outro. Ele nos desvencilhou rapidamente e me pegou no colo mantendo contato visual.
Caminhou até meu quarto e me colocou sentada na beirada da cama. Deu a volta na cama e se sentou atrás de mim, colocando meus cabelos para o lado e dando beijinhos pelo meu pescoço e ombro. A cada toque de seus lábios era uma nova sensação que sentia, puxou minha blusa para cima e o ajudei levantando meus braços, passou suas mãos macias pela minha pele, me causando arrepios, e tirou meu sutiã. Me julguem mas estava com certa vergonha, tapei meus seios com os braços, ele saiu de trás e delicadamente me deitou na cama ficando por cima; me olhou nos olhos e deu um sorriso safado e lindo.
   Beijou-me e trilhou um caminho de beijos até o cós da minha calça, a tirou juntamente da calcinha e voltou para cima. Suas mãos repousaram em meus seios já rígidos, dando leves mordiscadas, mas ele ainda estava de roupa, o que me incomodava.
Tomei controle e fiquei por cima agora. Tentei tirar sua camisa mas não obtive sucesso, então ele me ajudou; passei a mão sobre o volume de sua calça, que era grande. Tirei sua calça e o volume em sua cueca permanecia, puxei-a para baixo e seu membro pulsante agradeceu. Bem, eu não tinha camisinha mas ele me mostrou uma em sua mão, a colocou e penetrou em mim. Rebolei meu quadril e sua mão repousou em minha cintura para controlar os movimentos, Aparentemente ele gostava, uma mão estava agarrada no lençol e mordia seu lábio inferior. Dei um beijo nele e agora eu estava por baixo.
   Começou com investidas leves e foi aumentando devagar, o único barulho que se ouvia era o atrito de nossas peles e nossas respirações ofegantes.  Aranhei sua costas devagar.
Estava chegando ao meu ápice de prazer, ele também. Nossos corpos estremeceram e chegamos ao nosso orgasmo. Deitou-se ao meu lado dando um tapinha em seu peito para que eu me deitasse ali, assim fiz e passou seu braço em volta de mim. Sim, se eu morresse agora morreria completamente feliz, finalmente me declarei ao homem que amo, apesar de não me amar com a intensidade que o amo, e fui pra cama com ele; talvez isso não tenha sido o correto a se fazer, mas eu queria/quis.
– Preciso de um banho – reclamei.
– Precisamos – me corrigiu.
Me enrolei no lençol e sentei na cama.
– Bruno eu não tenho roupas de homem aqui.
– Não tem problema, eu coloco a mesma roupa. – sorriu.
– Sei lá, não acho legal você repetir a roupa. Nesse aspecto sou chata mesmo. – fingi convencimento.
– Okay senhorita chatice qual sua ideia pra isso? – perguntou.
– Hmmm, o Phered está com a Brianna, que deve chegar daqui a pouco, você podia pedir pra ele te trazer uma muda de roupa. E como sei que a Brianna vai querer saber o porquê, eu falo que você derrubou café na roupa ou algo do tipo.
– Primeiro: acho a ideia boa e segundo: não precisamos mentir, basta dizer que estamos juntos. – segurou no meu queixo e me deu um longo selinho. Como não amá-lo? Como pode ser tão fofo? Ele está querendo me matar? Pesquisar.
   Enquanto Bruno ligava para Phered fui até o banheiro tomar meu banho. Deixei a água fria correr pelo meu corpo, pensando se isso não é um sonho ou alguma pegadinha, meu dia não poderia ser melhor. Já não basta ser lindo, fofo, talentoso, engraçado, tem que ser bom na cama. Saí do banho e coloquei me pijama, fui até o quarto e Bruno estava deitado na cama e me sentei ao seu lado.
– Falou com ele? – perguntei.
– Sim e eles chegam daqui a pouco  – falou e afagou sua mão em meu rosto – Sabia que você é linda?! – dei um sorriso torto.
– Obrigada. Está com fome?
– Olha, eu poderia comer um mamute agora. – passou a mão na barriga e ri.
– Está bem seu “passa fome”, vou pegar algo para comermos.
   Fui até a cozinha prepara alguma coisa. Fiz alguns sanduíches com pasta de amendoim e peguei leite, coloquei tudo numa bandeja e levei para o quarto. Bruno se sentou na cama e colocou um travesseiro sobre “ele”, me sentei ao seu lado e comemos.
– Qual foi a razão de você ter se apaixonado por mim? – perguntou entre mordidas.
Fiquei pensativa e respondi.
– Aconteceu naturalmente. Acredita em amor à primeira vista? Pois é, foi isso que me aconteceu. – o encarei – Bruno, amor pode ter vários significados, amor de fã, amor de amigo, amor de mãe e o amor de amor mesmo, paixão, atração por outra pessoa; e no caso dessa última opção a gente não controla, não mandamos nas escolhas do nosso coração...Simplesmente aconteceu.
   Ele apenas me olhou e aproximou nossos lábios pra selarmos em um beijo. Terminamos de comer e ouvi alguns barulhos na cozinha, Brianna havia chegado. Olhei para ele um pouco assustada e pedi pra ele ficar no quarto enquanto falava com ela.
– Brianna, como foi o passeio? – tentei disfarçar nem sei o quê.
Colocou a bolsa no sofá e se sentou.
– Foi ótimo. Fomos pra praia, ele foi super fofo comigo e...rolou. – sorriu parecendo se lembrar do que aconteceu.
– Safadona.
– Certeza de que eu sou a única safada?! Aqui está a sacola com roupas do Bruno.
– Se tem outra pessoa que more aqui e seja safada me avise, porque eu não conheço. – brinquei.
Levei a sacola para Bruno e peguei uma toalha pra ele.
– Então senhorita safada, pode me dizer o que rolou aqui porque sinto cheiro de safadice no ar. – Brianna falou e pegou uma fruta na bancada.
– N-não rolou nada, você tá imaginando coisas. – gaguejei.
– Aham, sei. Não adianta mentir Leni, te conheço muito bem e eu não ligo se rolou ou não, você é adulta e sabe muito bem suas escolhas, só espero que tenham usado camisinha.
– Sim usamos. – Bruno aparece magicamente na sala e como sempre fiquei vermelha. Brianna sorri maliciosamente. – E estamos juntos agora. – ele senta-se ao meu lado e me abraça pela cintura.
– Awn que coisa mais cute cute, agora me deem licença que vou tomar meu banho. – Brianna saí da sala.
Hã? Eu escutei bem, ele disse que estamos juntos? Ai Deus só posso estar sonhando, delirando...Acho que agora eu devia estar sorrindo feito boba, com a cara mais idiota possível.
– Hey acorda. – Bruno estala os dedos perto do meu ouvido.
– Eu estou sonhando, só pode ser isso, eu vou acordar daqui a pouco e ver que nada disso aconteceu. – falei quase num sussurro.
– Não, você não está sonhando, é a mais pura realidade. – falou perto do meu ouvido.
Agora eu já morri, ressuscitei, morri de novo, desmaie...Como eu amo esse homem.
– Dorme em casa hoje? – me perguntou com cara de cachorro pidão, como resistir?!
– Amanhã eu volto a trabalhar, não vai dar.
– Mas aí você vai pro trabalho da minha casa coisa lerda. – fez tipo uma cara de “dãã”.
– É assim, mal começamos a namorar e você já me xinga? Okay senhor Mars, você ganhou, eu durmo na sua casa.
– Eba – comemorou feito criança – Mas corrigindo, vai dormir na minha casa e mais precisamente na minha cama.

– Safadice reina em seu ser.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Capítulo 06

  • Continuem comentando, e estou aceitando mais receitas de bolo. Beijocas e boa leitura <3
  • Próximo capítulo hot  :p

   Comecei a abrir meu olhos lentamente, aquela luz branca e forte irritaram meus olhos. Definitivamente aquele não era meu quarto, tudo completamente branco, cortinas ao meu lado e Bruno desajeitado em uma poltrona dormindo? Sim, aquilo era um hospital. Mais duas camas ao meu lado esquerdo, a minha era a última próxima a porta. Tentei erguer o corpo mas estava com algo ligado na veia, tive que me ajeitar aos poucos ficando um pouco sentada. Não me lembro de nada, não sei como vim parar aqui, o que aconteceu depois do jantar, nem o porquê de ter parado aqui.
   Olhei para ele, dormindo profundamente e lindamente ao lado da minha cama, mas quando acordar vai ter uma baita dor nas costas pela posição em que estava. Cerrei meus olhos para tentar ver as horas no relógio da parede e marcava dez pras duas da manhã. Caramba, ele está todo esse tempo aqui. Pelo que me lembro saímos do restaurante às onze mais ou menos. Muito fofa a atitude dele; coração acalme-se aí por favor.
   Tentei me levantar mas as pernas ainda estavam mole e quase caí. Não sei se fiz barulho ou meu movimento brusco demais, mas ele acordou. Aqueles olhos amendoados, grandes e expressivos me fascinavam, ele piscou rapidamente para despertar e me deu um sorriso.
– Ora ora, a donzela acordou. - levantou-se e veio até mim me ajudar a deitar novamente.
– Obrigada. – agradeci – Hmm...Como vim parar aqui? – perguntei assim que me ajeitei.
Dessa vez ficou de pé ao meu lado apoiando-se na beirada da cama.
– Assim que saímos do restaurante você começou a ficar estranha, mal, perdeu o equilíbrio. Apenas apagou, desabou e se eu não tivesse te segurado cairia no chão. Eu, sinceramente, fiquei desesperado . – riu, acho que se lembrando da cena – Em certo momento não tive reação, somente te coloquei no carro e segui até o hospital mais perto.
– Meu Deus, como posso ter “desligado” assim? E por tanto tempo? – perguntei incrédula – E as meninas já sabem? – me dirigi a ele.
– Sim. Assim que chegamos aqui liguei para Brianna e ela está aí fora, quer vê-la? – assenti.
Bruno foi lá fora e voltou com as meninas para o quarto. Nos deixou sozinhas.
– Garota, você não tem nem ideia do susto que levei. – Brianna entra toda apressada e Sam logo atrás.
– Você tem noção do que passamos? – Sam contesta.
– Calma meninas, eu estou bem e, além disso, estava com o Bruno.
– E se não estivesse? - fala Sam – Conversamos com o médico.
– E? – gesticulei com as mãos.
– E daí que a senhora desmaiou por falta de comida, estômago vazio. Leonore, já falei pra parar com essa frescura de ficar magra e ficar sem comer. – Brianna parecia a minha mãe.
– Okay.
   Bruno voltou ao quarto e todos ficaram lá, comigo. Depois de terminar de tomar o soro na veia fui liberada. As meninas me levaram embora e sabia que iria morrer de sono amanhã. E também tenho que me desculpar pelo trabalho que dei ao Bruno.
(...)
   Já faz três meses que conheci Bruno, estamos no nosso mês, ou seja, meu aniversário e o dele. Durante esses meses descobri (na verdade eu sabia o que tinha) que tenho anorexia. Os meu desmaios se tornaram mais constantes, cheguei a ficar dias sem comer um grão de arroz se quer e, chegando a esse ponto Brianna me levou ao médico. Quando foi dado o diagnóstico, ela ficou em choque e eu sem reação, foi aconselhado a marcar consultas com um psicólogo, comecei a tomar diversas vitaminas, pois quase nem tinha mais em meu organismo, e estou há três meses sem trabalhar. Na verdade volto amanhã para o trabalho.
   Nesse período o cuidado com que as meninas tiveram comigo foi fundamental, sem contar que até o Bruno vinha no apartamento me “olhar”; mesmo com a agenda cheia. Isso só fez aumentar o que eu sinto por ele, todo esse cuidado, carinho, atenção...Aquieta coração de novo. Mas já está começando a ficar difícil esconder o que eu sinto. Acho que já deixei transparecer isso. Toda vez que estou perto dele eu fico confusa, falo coisas sem nexo, tímida demais, rio mais do que o normal...Mas isso seria impossível; nós dois juntos.

Bruno Pov’s
   Já estamos em outubro, agora está mais corrido para mim e é mês de aniversário, meu e da Leni. Falando nela espero que esteja bem, amanhã ela volta a trabalhar e esses últimos meses não foram nada fáceis pra ela. Como ela pode querer emagrecer mais? Ela tinha/tem um corpo maravilhoso e depois de tantos remédio e suplementos está voltando ao seu normal.
   Passar esse tempo com ela foi muito bom, além de ajuda-la aprendi muitas coisas com ela. Às vezes pensamos que o mundo gira ao nosso redor, que ele está contra você, somente você, mas quando convive com outras pessoas percebe que atrás de uma vida que parece ir as mil maravilhas, pode ter algo obscuro. Ela me faz bem, me deixa alegre, me apoia, me ajuda...é uma amiga e tanto.
– Hey cara, pensando na vida? – Phil me cutuca me tirando do transe.
– Deve ser amor. – Ryan folga.
– Resolveram me encher agora? – finjo seriedade mas acabei sorrindo. – Phil, será que podíamos falar à sós?
– Claro.
Fomos até o escritório que tinha em casa.
– Vai, desembucha. – ele se senta numa cadeira nos servindo com whisky.
– Sabe cara, acho que a Leni gosta de mim. Algo a mais do que nossa amizade.
– Você acha? Mas é lerdo mesmo. – Phil balança a cabeça negativamente e sorri torto – Até o Gege já percebeu que ela é apaixonada por você. – ele folga.
– Apaixonada? Isso é forte. – tomei um pouco de whisky.
– Meu Deus Bruno qualquer um percebe isso. Quando ela está perto de você seus olhos ganham um brilho inexplicável, e olha que na maioria do tempo ela tem um olhar triste, perto de você ela tem um sorriso único e bobo, suas falas se atrapalham...Cara ele te ama mesmo.
Fiquei sem reação.
– Mas Phil, não sei se sinto o mesmo por ela. Leni se tornou muito especial pra mim, mas o que sinto por ela é somente amizade.
– O beijo que vocês deram lá no começo significou algo? – ele pergunta e assenti. – Então, está perdendo o quê? Tenta pelo menos, ela te fez tão bem e é difícil achar outra como ela.
   Phil tinha razão, talvez sentisse alguma coisa por ela, algum pontinho de amor. Peguei meu casaco perto da porta, as chaves do carro e segui para o apartamento dela.

Leonore Pov’s
   Brianna acabara de sair, Phered a chamara para um passeio na praia e pela carinha dela não era só isso. Peguei minha maleta de “manicure” e resolvi pintar as unhas. Me sentei na bancada da cozinha, peguei um pedaço de bolo que havia na geladeira até que a campainha tocou. Fui até a porta atender.
– Oi Bruno, entra. – sorri, mas ele parecia sério.
Caminhamos até a cozinha e ele se sentou ao meu lado.
– Leni, precisamos conversar. – sua cara não era das melhores.
– Okay. Sobre o quê? – falei pegando um esmalte.
– Sobre você. – me olhou nos olhos. - Nem sei como começar mas vou tentar. Leonore, você sente algo sobre a minha pessoa?
– Sim, somos amigos não é, normal eu gostar de você. – menti. Minha vontade era de falar tudo o que sentia.
– Mas não desse jeito, digo, sente algo a mais por mim? Tipo namorado e namorada? – pegou em minha mão. Eu escutei bem? Ele disse namorado e namorada?
– Claro que não, imagina...Chega! – alterei um pouco a voz – Chega de esconder isso. Sim Bruno, eu sinto algo a mais por você, eu sou completamente apaixonada por você, eu te amo. – sinto que fiz alguma coisa errada e nem acredito que consegui falar pra ele o que sentia.
Como era de se esperar, ele me olhava assustado. Pronto, agora ele vai embora, me deixa, nunca mais fala comigo; sou uma burra mesmo.
– Leni – me virei para ele – Obrigado. – sorriu.
– Obrigado pelo quê?
– Por ter aberto meu olhar, por me fazer perceber as pessoas a minha volta, por ser minha amiga. Sinto muito não poder dizer tudo isso que você me disse, o que sinto não é paixão, te vejo como minha amiga. Mas isso não impede de tentarmos algo. – segurava minha mão.
Eu ainda não acreditava no que eu falei, no que ele disse, tudo parecia um sonho.
– Bruno – suspirei – Como posso ficar com uma pessoa que não me ama, que não pode corresponder o que eu sinto...É difícil. – abaixei minha cabeça e senti sua mão delicadamente segurar meu rosto e puxarem para próximo do seu.
– Mas eu não disse que te amo.
   A essa hora um sorriso bobo já tinha se formado em meu rosto. Nosso lábios se selaram, movimentos leves e nossas línguas explorando a boca do outro, parecia nosso primeiro beijo, tão romântico e “sexy”. Nos levantamos e ele aproximou nossos corpos.