segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Capítulo 13

   Ficamos ali, deitados, olhando para o nada, eu ouvindo sua respiração baixinha e seu coração batendo sossegadamente. Ele ficava me fazendo cafuné (já disse que não resisto a isso?! Toda vez que alguém me faz cafuné, mexe no meu cabelo eu já durmo e me sinto no paraíso); por mim eu ficaria ali, abraçada, naquele silêncio que pra mim dizia muita coisa...ficaria ali para sempre.
   Nesse silêncio eu alternava meu olhar entre Bruno e o closet pensando na vida, na gente. Cheguei na conclusão de que Bruno é pra mim um labirinto, ao mesmo tempo que tu sabe muito dele e quer sair dele, tu não sabe de absolutamente nada. Nos há um tempo razoável, namoramos há oque, uma semana, um mês? Nem sei mais, só sei que a cada milésimo de segundo com ele é um ponto do meu infinito que se constrói.
– Leni? – falou me olhando.
– Sim?!
– Acho que somos o único casal de Los Angeles acordados uma hora dessas pensando  na vida. – deu um sorriso fraco e seus olhos estavam mais pesados.
– Não por muito tempo. Pode dormir, quero dizer, dorme Bruno, você ainda acorda cedo e vai pro estúdio. Dorme meu bem, vai ser melhor pra ti.. – me virei de lado, me apoie no braço e fiquei o encarando.
– Dormir e deixar de tomar banho com você? Jamais querida, jamais. – disse me fazendo rir.
   Eu me levantei preguiçosamente e caminhei até o banheiro, nua mesmo, a essa altura ne me preocupava em estar coberta. Bruno logo me segui atrás. Deixamos a banheira encher, jogou um pouco de sais de banho e entramos. Ele me puxou para perto se si ficando de costas e ele brincava com as minhas mãos, com o sabão nelas, fazendo carícias. Nada demais, somente esse clima romântico. Saímos do banho e como eu não tinha nenhuma roupa pedi alguma emprestada para o Bruno.
– Bruno, me empresta alguma blusa? – pedi indo até ele no closet.
– Claro, pode escolher por ai.
Fiquei olhando para a sua vasta opção de camisas e escolhi uma mais velhinha, xadrez, de botões, manga mais comprida. Peguei ela e quando ia me trocar lembrei que não tinha outra calcinha e a que eu tinha usado já nem sei onde foi parar e acho nada higiênico usá-la novamente.
– Problemas. – falei pensativa.
– O que houve? – perguntou indiferente, tirando a toalha da sua cintura e se vestindo. Confesso que fiquei um pouco envergonhada.
– Não tenho outra calcinha pra colocar, eu vim pra cá sem nada, apenas para uma festa surpresa e acabei na cama do aniversariante. – falei e ele me olhou.
– Bem que a senhorita quis vir pra cama com esse gostosão aqui – acabei rindo do jeito que falou – Pode colocar uma cueca minha, vai ficar linda.
– Como é caso de necessidade eu uso, mas é estranho isso, uma cueca?!. – ele me mostrou a gaveta e fiquei rindo feito retardada, imaginando eu de cueca.
   Bruno já estava no quarto, aproveitei para me trocar. Tirei a toalha que me envolvia e coloquei a camisa e cueca boxer dele. Dei uma leve olhada no espelho, parecia um homenzinho, tudo largo, meu Deus, eu estava rindo feito doida. Fui até o quarto e Bruno já deitado me olhou.
– Olha só, eu namoro um homenzinho. – disse e pus a língua para ele.
– Mas confesse, estou um homenzinho sexy. – dei uma voltinha e me deitei ao seu lado.
– Bota sexy nisso. – falou mordendo o lábio inferior, safado.
– Na hora de você nascer, acho que toda a safadice do universo resolveu vir junto de ti, como pode ser assim, só pensa naquilo o dia inteiro. – revirei os olhos.
– Ah! Dá licença, tenho esse direito e eu não penso nisso o dia inteiro, na hora que estou comendo comida eu só penso na comida. Agora me deixa. – falou fingindo estar bravo e se virou de costas para mim.
– Dramático. – revirei os olhos. Virei para o seu lado e o abracei, sorrindo bobamente.
– Chata. – disse baixinho e virou para me encarar. Sorriu sem mostrar os dentes e meu deu um terno selinho.

   Nos ajeitamos e ele deu umas batidinhas em seu peito par que eu me deitasse ali. Assim fiz. Deu um beijo na minha testa e logo adormecemos.


  • Bem, capítulo curto eu sei e sem a menor criatividade. Mas não queria deixar vocês sem pois talvez amanhã eu não poste, talvez, não sei ainda. Beijos <3

Capítulo 12

Tirei a pulseira e a guardei no saquinho, deixando em cima da mesinha de centro.
– Espera, tem um presente não aberto ainda. – Bruno me avisou.
Fui até a caixa e a peguei. Sentei-me novamente no sofá e peguei o cartão pra saber de quem era. Brianna. Abri a caixa e bem, fiquei corada com o que vi. Tinha ainda um bilhetinho dentro.


“ Feliz dia de ficar mais velha amor. Te desejo tudo de bom, sabe que te amo. Espero que goste do presente e use ele, HOJE!!! Sei que você é tímida, cheia de mimimi, mas não custa ousar um pouco né?! Tenta, pelo menos, acho, ou melhor, tenho quase certeza de  que ele irá gostar. Use com responsabilidade hein. Beijo meu amor, juízo.”
    

  Brianna e suas malícias. Realmente ela tinha razão, devia ousar um pouco mais...O problema é que eu não sou nenhum pouco sexy. Tentarei usar o presente.
– Leni? E aí, o que é? – perguntou se aproximando e fechei  a caixa rapidamente.
– Não é nada de mais. Bem, quer seu presente agora? – pois é, “saidinha” novamente, mas perto dele é impossível não ficar.
– Não precisa perguntar duas vezes. – sorriu e me puxou do sofá.
   Levantei e lhe dei um beijo. Entreolhamos-nos e um belo sorriso bobo se formou em meus lábios. Pequei aquela caixa e com a outra mão segurei na barra do colete que Bruno usava. Fui guiando e puxando ele até o corredor do quarto, assim que adentremos ele fechou a porta com um leve chute na porta, mas acabou fazendo um forte barulho.
– Bruno! – o repreendi – Vai acordar a casa inteira. – me virei seguindo com a caixa até o banheiro, mas ele me puxou de volta.
– Calma moça. Primeiro: se acordarem não tem nada a ver, isso é algo comum do ser humano na hora da reprodução e segundo: onde pensa que vai? – disse perto do meu ouvido. A cada toque, a cada fala é uma sensação diferente, inexplicável.
Acabei rindo do que disse e me arrepiando com o seu hálito em meu ouvido.
– Calma você, eu não vou fugir. E mesmo que seja algo natural, não preciso de plateia na hora das intimidades. Aguenta um pouco aí que já volto.– me virei novamente e caminhei agora até o closet, pegando o presente dele e voltei até o quarto – Bem meu amor, aqui está o seu presente. – falei entregando-o uma caixa preta com um laço prata bem feito.
– Nossa Leni, não precisava se incomodar. – acho que ele gostou, sorria.
– Precisava sim e agora veste pra ver como ficou. –falei voltando a caminhar em sentido ao banheiro.
– Visto depois, porque já já vamos ficar peladinhos. – disse mordendo os lábios e passando a mão no peito. Comecei a gargalhar e adentrei no banheiro.
   Levei a caixa com o presente de Brianna e fiquei olhando, pensava se vestia ou não, se seria uma boa ideia, Fiquei uns dez minutos em um dilema comigo mesma e resolvi usar, ou melhor, ousar, devia arriscar um pouco. Pois é, era uma fantasia de enfermeira, sexy. Tirei minha roupa, coloquei a fantasia, o pequeno chapéu e fiquei com o salto que estava mesmo. Antes de sair do banheiro, respirei fundo, tentei controlar minha vergonha e abri a porta.

   O quarto estava completamente escuro, na verdade estava apenas iluminado pela Lua que estava muito linda por sinal. Fiquei parada na porta completamente envergonhada, pois é, talvez esse seja um dos meus defeitos. Bruno me olhava com cara tipo “o” e isso me deixava mais nervosa, seria um “o” de “Porra, você é muito gostosa agora venha aqui que eu quero lhe usar” ou “Minha filha, some desse quarto agora e leva esse exu com você, pelo amor de Deus”. Sim, viajo para um universo paralelo com frequência, principalmente nas horas de timidez.
   O silêncio predominava agora, eu não sabia o que fazer, parecia uma estátua que acha q está sexy e etc. Ai meu Deus, ele poderia falar alguma coisa, ficaria menos tensa.
– Pois bem, isso tudo é pra mim? – Bruno perguntou com cara maliciosa. Obrigada senhor, ele disse alguma coisa, meu pedido foi concedido.
Dei um sorriso amarelo.
– Ai senhor, não é pra tanto. – revirei os olhos.
– Não o que o Piggle Diggle diz. – ele olhou paro o mesmo levantando um pouco as cobertas. Espera, ele colocou nome no coisinho dele?!  - Sabe, acho que tem um menino dodói aqui. – disse ele fazendo beicinho.
Respirei fundo e tentei “encenar” um pouco. Caminhei até ele, tentei fazer uma cara mais safada, se isso é possível, e me inclinei um pouco perto do seu rosto colocando a mão na sua testa.
– Hmm, acho que você está com febre, melhor buscar um remedinho.
– Não precisa, tem um remédio bem na minha frente. – bem, ele olhava para meus peitos. Não, eu não fiz isso de propósito...talvez tenha feito sim.
– Então tudo bem. Posso fazer mais alguma coisa pelo senhor? – voltei a minha posição normal e fiquei encarando-o.
– E como pode. – ele me fitou de cima a baixo.
– Bruno, eu estou com muita vergonha, só para a sua pessoa saber. E você ainda fica me olhando de cima a baixo.
– Leni, atrás dessa fantasia eu já vi tudo. Pra que ficar com vergonha. Agora suba nessa cama e cuide do “bebê”.
   Ele tinha razão. Dei a volta na cama, tirei meus sapatos e subi calmamente. Me ajeitei ao seu lado e logo veio por cima de mim me dando um beijo. O mesmo beijo que me deixa sem fôlego quando acaba, com vontade de quero mais, com vontade e romance ao mesmo tempo. Nossas línguas em perfeita sincronia, o volume visível e “sentível” em sua calça; Bruno é perfeito, completamente perfeito pra mim.
      Num rápido movimento fiquei por cima, sentando em seu colo. Joguei aquele chapeuzinho que havia em minha cabeça pra longe e ele tateou minhas costas até achar o zíper do vestido. O abriu lentamente, pegando na barra do vestido e puxando para cima, nessa altura do campeonato já não respondia mais por mim, é incrível, quando estou perto dele é como se um botão de liga/desliga houvesse em mim, um botão em que se desliga o meu auto controle perto dele.
   Meus seios ficaram livres, e a altura de seus olhos. Logo me virou para cama e me deu um selinho, depois abocanhou um dos meus seios e o outro ficou beliscando com a mão, o qual o mamilo já estava rígido. Ele sabia me deixar completamente louca e com vontade de tê-lo dentro de mim. Passei minhas pernas em volta de sua cintura, deslizei minhas mãos até a barra de sua camisa e puxei ela para cima, um pouco com dificuldade, mas consegui. Passei minha mão por toda a extensão de suas costas, lhe dando leves arranhadas e depois passei por sua barriga até chegar ao zíper se sua calça. Bruno e eu ficamos de joelhos na cama para ele tirar sua calça juntamente da cueca e eu tirei minha calcinha e voltamos a deitar na posição em que estávamos. Pegou uma camisinha no bolso de sua casa e colocou, logo após me penetrou. Confesso que doeu um pouco, mas depois foi maravilhoso, uma sensação maravilhosa, que sentia apenas com ele. Descreveria como “estrelas explodindo e pairando sobre a minha cabeça”.
   Ele começou com estocadas fortes e firmes, e foi aliviando aos poucos. Me olhava fixamente nos olhos e deu um sorriso torto, aquele sorriso torto que eu amo, ele suava um pouco também. Apoiou suas mãos mais próximas dos meus ombros e aproximou sua boca ao meus ouvido.
– Você é gostosa e completamente perfeita. – voltou a me olhar.
   Eu apenas o olhei e dei um sorriso fraco. Já estava me cansando daquela posição e acho que ele percebeu. Com um movimento rápido deitou-se na cama e eu sentei em seu colo. Percorri minhas mãos por toda a extensão de seu corpo e introduzi seu membro em mim. Comecei apenas rebolando devagar e Bruno segurava com força o lençol, seu olhos estavam fechados e mordia levemente seu lábio inferior. Fazia movimentos de cavalgada, escutava nossas respirações ofegantes e gemidos baixos vindo do Bruno. Mexi mais um pouco e...estremecemos juntos, chegando ao ponto máximo do nosso prazer!

   Deitei-me ao seu lado olhando para o teto, ele me cutucou e me puxou para perto, colocando minha cabeça em seu peito e me envolvendo em um abraço aconchegante e um tanto quanto nojento, pois estávamos suados; mas quem liga para isso quando se está abraçada e acaba de fazer amor com o cara mais maravilhoso desse mundo.

  • Pois bem gente, desculpa mais uma vez pela demora, a vida anda meio coisada ultimamente, e não tem como eu prometer dias para postar, daí sempre que eu puder posto dois por dia tá :)
  • E sobre comentários, eu entendo se não quiserem comentar poque: (a) eu demoro demais pra postar, (b) a fic não é lá essas coisas, (c) é a primeira fic e (d) ah eu queria mais comentários sim ansbansbanbsna
  • Ah! Acho que tá tudo muito junto né, tipo, os diálogos, as partes contadas...se estiver ruim pra ler me falem que eu dou espaço :)
  • Desculpem pela falta de gifs, tava meio sem tempo e com preguiça, compenso no próximo hot, juro juradinho nasbnsdbnd
  • É isso, espero que me entendam e amo vocês! <3

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Capítulo 11

   Assim que entramos no carro Sam me vendou. Não tinha ideia do por que disso, mas não hesitei. No pano que me vendava havia uma pequena fresta, onde enxergava vagamente o que estava a minha frente. A viajem não durou muito, senti o carro para em algum lugar e alguém me tirando com cuidado do carro, era Sam e Brianna. Elas me guiaram para não sei onde, olhei um pouco pela fresta do pano e pelo que consegui enxergar era a casa do Bruno. Adentramos. Lá dentro estava completamente escuro, percebi que elas me largaram em algum lugar e senti alguém do meu lado; tateei e era Bruno.
– Bruno, o que está acontecendo? – falei num sussurro.
Ele tateou ao seu lado me achando e passando a mão nos meus seios. Safado.
– Leni?! Ai que bom. Eu não tenho ideia do que está acontecendo, eu estou vendado. – falou num sussurro também.
– Somos dois então, estou vendada também.
   Assim que terminei de falar, percebi um clarão na nossa frente, tiramos as vendas juntamente e lá estava, uma multidão gritando “Surpresa!”. Não tivemos reação no momento, apenas nos entreolhamos assustados e logo depois sorrimos sem jeito.
– Hey gente, bora falar alguma coisa, a festa é de vocês. – escutei Kam gritar.
– Agora espera, deu pane na cabeça dos dois. – disse Ryan.
A ficha não tinha caído, meu sorriso era enorme, mas ao mesmo tempo veio um flashback da morte de meus pais, Segurei no braço de Bruno e caminhamos até as pessoas.
– Parabéns meu amor! Sei que não queria nada disso, mas já estava na hora. – Brianna disse enquanto me abraçava. – Parabéns pra você também. – abraçou Bruno que agradeceu.
– Leni tá ficando mais velha. E o senhor Mars também.– disse Sam também me abraçando e cumprimentando Bruno. Mostrei a língua pra ela.
– Vem Leni, quero que conheça algumas pessoas. – Bruno me puxou pelo braço e levantou o pescoço, como se estivesse procurando algo.
Chegamos perto de algumas mulheres.
– Leni essas são Tahiti, Tiara, Presley e Jaime. – falei “oi” pra elas, estava morrendo de vergonha. – E essa a senhora Bernadette, a que gerou esse gostoso aqui. – passou a mão pelo peito e acabamos rindo.
– Meu filho, parabéns pelo seu dia. – lhe deu um abraço bem forte e as meninas ficaram envolta deles. É, acabei sobrando.
Ficaram uns 5 minutos juntos, eles mereciam esse tempo ou até mais. Sei como é sentir saudades de que se ama. Eles se separaram e uma de suas irmãs, pelo que me recordo é Tahiti, veio até mim.
– Parabéns atrasado. Sua amiga me disse que foi dia 6, mas tá valendo ainda. – dei um sorriso envergonha e assenti.
– Não precisa ter vergonha não, somos legais. – Tiara disse e ri baixinho.
– Não ligue pra elas, são diretas ao assunto. – sua mãe me disse carinhosamente.
   Fiquei com vergonha ao lado delas, mas fui me soltando aos poucos. Sam e Brianna vieram até mim, Urbana também, me desejando os parabéns, Fomos todas à cozinha para fofocar um pouco. Os meninos também falaram comigo e com Bruno e, falando nele, estava se divertindo com eles.

Bruno Pov’s
  
   Eu não poderia estar mais feliz, festa surpresa com direito a minhas irmãs e meus pais aqui, parece um sonho do qual não quero sair. Achei que fosse Leni quem organizara tudo, mas ela também foi surpreendida som a festa e comemorando junto a mim, talvez ela não tenha gostado muito devido a morte de seus pais, mas é bom para ela esquecer um pouco isso.
   Sinceramente, nunca pensei em gostar tanto de uma pessoa novamente como gosto da Leni. Não posso dizer que a amo como um casal, mas a amo pela sua amizade com a minha pessoa. Dizer que não sinto ciúmes dela seria mentir, porque sinto...na verdade nem sei mais o que sinto quando estou perto dela, é algo confuso. Ela é tão doce comigo, tão, hmm, fiel, não quero magoá-la como Elena me magoou. Bem, chega de remexer no passado e curtir a festa. E talvez faça uma loucura hoje, acho que Leni irá gostar.

Leonore Pov’s
  
   Estou me divertindo muito com elas, são uns amores e a parte piadista já vem de família mesmo. Estávamos todas fuxicando na cozinha, as irmãs dele, eu, a sua mãe, Sam, Brianna e Urbana, e enquanto isso os meninos estavam curtindo um sonzinho perto da piscina. Bruno estava feliz, tão feliz que eu me sentia bem por isso, conversando com seu pai e os meninos. Acho que essa festa foi como um “choque” para a realidade, me fez acordar que sofrer e me culpar pelo resto da vida pela morte dos meus pais não me faz bem.

(...)
  
   Fiquei perto da piscina, conversando com elas ainda, são uns amores, engraçadas, não tem não gostar delas. Me identifiquei mais com Tahiti e Presley, não sei o porque. Eric passou por nós indo para a cozinha e percebi Jaime fazendo algum sinal pra ele, o qual entendeu. Um tempinho depois vi ele passando por nós com uma mesa, atrás veio Kam com algumas guloseimas e por fim Jamareo com um bolo em mãos...com certeza já dava para suspeitar.
   Eles arrumaram tudo num canto, perto da entrada da cozinha. Eric veio nos avisar que estava tudo pronto e Jaime pediu para que me levantasse. Levantamos todas praticamente juntas, Bruno e eu fomos “colocados” atrás da mesa e o pessoal se aproximou.
– Pessoal, agora já sabem o que devem fazer. – disse Phil e após isso começou um coro de “parabéns pra você”.
   Eu e Bruno, um do lado do outro novamente, senti sua mão segurar minha cintura e nos aproximar mais, não sabia onde enfiar a minha cara. Sim, eu estava com vergonha, mas não me pergunte o motivo, nem eu sei. Depois de cantarem Ryan gritou para cortarmos o bolo, esfomeado. Deixei esse serviço para Bruno, já que hoje é o seu aniversário e, não foi uma boa ideia, ele se sujou tudo, conseguiu sujar até o rosto, como pode isso.
– Obrigado por tudo. – disse ele perto do meu ouvido, me fazendo arrepiar.
– Não agradeça a mim, agradeça à Brianna e seus cúmplices pela festa. – falei também próximo ao seu ouvido.
– Mas te agradeço também por esquecer um pouco o que aconteceu com seus pais e estar aqui, por estar melhorando e comendo, por estar comigo, do meu lado.
Sim, um sorriso bobo se formou em meu rosto, como sempre quando estou com ele.

(...)

  Já estava bem tarde, a maioria já havia ido embora, sobrando eu, Bruno, Ryan, Sam e Brianna.
– Tenho outra surpresa pra você. – disse Brianna se sentando na poltrona a minha frente e com seu tablet em mãos.
O ligou, plugou o modem nele, mexeu um pouco e pediu para que eu fechasse os olhos, de novo.
– Pode abrir meu bem. – pediu
   Abri os olhos e não acreditei, os pais dela, bem, meus pais também estavam na minha frente. Estava morrendo de saudades e com o tempo meio apertado não tinha falado com eles desde a última ligação. Como era bom vê-los ali, mesmo não sendo pessoalmente, a saudade era enorme e eles não mudaram quase nada, a não ser por alguns fios brancos que já apareciam.
– Eu nem sei o que eu falar.- falei entre um sorriso enorme e as lágrimas começaram a brotar. – Meus Deus quanta saudades de vocês.
– Ah minha filha, também sentimos, de vocês duas. Não sabem como a casa ficou vazia depois de saírem. – minha mãe falava com sua voz calma e zelosa de sempre, a qual me acalmava e me confortava.
– Olha só, minhas baixinhas continuam baixinhas ainda. – disse meu pai sorrindo e coloquei a língua para ele. – Quanta saudade de vocês, espero que nos visitem o quanto antes.
– Claro pai, se nossas férias acontecer no mesmo período vamos sim. Precisamos passar um tempo em Londres, um lugar mais friozinho. – Brianna falou e assenti com ela.
– Hey Leni, de quem é esse chapéu do seu lado? – meu pai perguntou curioso e percebi pela janelinha do Skype que Bruno, ou melhor, parte dele aparecia.
Brianna logo se intrometeu e virou o tablete, mostrando todos que estavam ali, inclusive Bruno.
– Ah pai, esse é só o “namoradinho” dela. – assim que falou fuzilei ela com os olhos, acho que não era melhor hora de falar, mas agora a bocuda já falou.
– Hmmm, mas esse não é o Bruno Mars? – perguntou minha mãe – Ou estou ficando louca?
– É ele sim. – falei sem graça. – Bruno, Melinda e Simon, mãe e pai, Bruno. – os apresentei.
– Oi senhor e senhora Stryder. – Bruno falou simpaticamente. Percebi meu pai fechando um pouco a cara.
– Hmm...Analisando bem você parece um bom rapaz. – senhor Simon disse um pouco sério.
– Não ligue para ele Bruno, é só para se aparecer mesmo. – minha mãe disse entre risos.
– Bem, farei sua filha muito feliz e se depender de mim vai durar por muito tempo. – Bruno segurou minha e mão e...É isso mesmo que escutei? Não estou delirando? Ai meu pobre coração. Devia ter gravado, tirado print da fala dele, sei lá. Agora explode coração porque pra mim ele é perfeito.
– Assim acho bom...Ah rapaz, estou brincando, espero que sejam muito felizes juntos.
– Já somos! – Bruno falou outra vez, e mais uma vez sorri feito idiota e meus olhos brilharam.
   Eles conversaram mais um pouco, apresentei Sam para eles, contei sobre Brianna e Phred e eles me desejaram os parabéns, para Bruno também. Brianna, Ryan e Sam foram embora um pouco depois e, acho que Sam e Ryan estão “brigados”, ficaram boa parte da festa afastados e se falaram bem pouco, depois descubro o que houve.
– Pois é, agora temos a casa só pra gente. – Bruno fechou a porta e olhou maliciosamente para mim.
– Já falei que você é o rei do “Reino das Safadices”. – falei fazendo aspas com a mão.
– Mas até meia noite é meu aniversário, poderia me dar um presentinho. – se aproximou de mim segurando meu corpo bem próximo do seu. Me deu um selinho.
– Olha...Posso até te presentear, mas depois de abrir os presentes.
– Você é má sabia. – me olhou feito cão sem dono.
Nos desvencilhamos e sentamos no sofá, perto dos presentes. Abrimos um por um e adorei todos, mas uma pequena caixinha verde água me chamou a atenção. A peguei e...Meu Deus, sim, era a caixinha mais famosa do mundo, caixinha da Tiffany & CO.
   Eu fiquei, digamos em choque, quem teria gastado tanto pra me dar algo de lá. Quando abri, dentro dum saquinho havia uma pulseira linda, com um pingente imitando um floco de neve. Peguei-a na mão, parecia uma criança ganhando o brinquedo desejado. Coloquei ela no pulso e fiquei olhando.
– Gostou? – Bruno me pergunta.
– Gostar é pouco, eu amei. – falei ainda olhando pra ela – O problema é que não tem nenhum cartão pra saber quem deu.
– Mas eu sei quem foi, e ela está bem do seu lado.
Depois que disse isso eu voltei meu olhar para ele, não acredito que gastou tanto comigo.
– Meu Deus Bruno, não precisava. Eu estou sem palavras, sei lá, não posso aceitar.
– Claro que pode. – segurou em minha mão – Só não pode como deve.
– Eu realmente estou sem palavras...Nem sei como agradecer. – nossos rostos já estavam próximos.
– Mas eu sei como. – Me deu um beijo. Aquele beijo apaixonado e ao mesmo tempo com vontade; como se fosse nosso primeiro beijo.
– Se acalma aí, acho que tem um lugar melhor pra isso. – tá, não acreditei no que disse, mas sempre quando estou perto dele fico mais “saidinha”.




  •  Bem gente, sei que devem estar bravas comigo pela demora, mas posso explicar amsnamdnms Como sou pobre, em casa é só um computador pra todos e minha mãe começou sua faculdade de geografia à distância, assim ela toma "posse" do pc às vezes. Mil desculpas mesmo pela demora e agora vou tentar normalizar as postagens.
  • Esse capítulo ficou grande, espero que gostem e se der posto mais hoje pra compensar a demora. Comentem u.u