Já estamos na quarta-feira, e, pra mim é o pior dia da semana. Não tenho
nada contra a segunda, mas quarta é um tédio só. No meio da semana, um dia
parado...realmente não gosto. Os pais e irmãs do Bruno infelizmente já foram
embora, são uns amores, mas também precisam cuidar da vida deles no Havaí; um
dia ainda irei pra lá. E hoje começo a auto escola, confesso que estou nervosa,
mas vou tentar.
– Que cara é essa mulher? Parece que
vai rasgar o rosto com o tamanho desse sorriso. – perguntei a Sam enquanto lia
um processo.
– Ai, nem te conto, foi perfeito.
– ela ainda olhava para o nada.
– Perfeito o...Espera! Não me diga
que ontem você e Ryan... – fiz um gesto completamente estranho com a mãos. –
ela apenas assentiu e me olhou ainda sorridente. – E como foi?
– P-E-R-F-E-I-T-O – falou
soletrando – Meu Deus que homem é àquele, fiquei doida. – fez um gesto como se
estivesse se abanando e comecei a rir.
– Quem te vê pensa que é pura, mas
tem um fogo que até bombeiro demora pra apagar. – me deu um tapinha no bração e
começamos nossa rotina.
– Ah! Bem te avisou que hoje
haverá audiência? É apenas de reconciliação.
– Me avisou sim, de última hora,
mas avisou. – dei de ombros – Só espero que não seja nenhuma senhora doida ou
algum cara machão. – falei e sorrimos.
(...)
Hoje cheguei mais tarde em casa, já que comecei a
usufruir do meu presente de aniversário que Bruno me deu, a auto escola. Metade
da aula foi de explicações de como funcionaria e como primeira parte tive que
passar por um exame médico hoje. Amanhã passarei por um exame psicotécnico e na
semana que vem começarei o curso teórico.
Não estou me gabando, mas a parte teórica
não será tão difícil para mim, o que eu temo mesmo são as aulas práticas, ou
seja, pegar no volante, realmente dirigir. O acidente com meus pais mexeu
comigo, eu sempre tive esse medo de carros, mas esse “empurrãozinho” do Bruno
me deu certa força de vontade.
Bruno Pov’s
Desde de domingo não falo com a Leni, mas ela
entende que precisamos fazer uns ajustes, lançar o primeiro clipe e finalizar o
álbum. É estranho, mas quando não falo com ela sinto algo estranho em mim, nem
eu sei o que é. Fico mais inquieto, hmm, preocupado sem ter notícias dela. Eu a
ainda a vejo como minha amiga, uma amiga em que ela e eu avançamos o sinal
dessa amizade, onde já se viu amigos que se beijam, transam, trocam carinhos
“diferentes”...Ai, já disse que fico confuso com tudo isso?! Quando menos
espero me pego pensando nela; em nós.
Pra mim isso não é paixão, apenas “algo a
mais”. Sinceramente, o problema sou eu, que a vejo como a amiguinha perfeita
que eu namoro, levo pra cama e não a amo como ela me ama, mas eu ainda amo a
vagabunda da Elena. Ah! Elena, a senhorita que me parecia perfeita, que eu
realmente me apaixonei, que daria a minha vida por ela e...deixa para lá.
–
Bruno? – escuto alguém me chamar, mas nem presto atenção.
–
Querido, você também tem que ajudar, ou acha que vai ficar na mamata. – agora
sim “acordo” com o cutucão de James.
–
Hã? Ah sim. – disse balançando a cabeça e me despertando.
–
Já até sei no quê o senhor gatão está pensando, e se chama Leonore. – Phil diz
e começa a me cutucar.
–
Sem brincadeiras okay? Okay. – sorri – Ela é uma delas.
–
Uma delas? Mal está com ela e já pensa em outras. – ele disse e escutei
risinhos vindo dos outros meninos.
–
Não é desse jeito homem, é meio difícil de explicar. Sei lá, eu fico pensando
nela, mas aí a senhorita Elena me vem à cabeça. – me curvei um pouco apoiando
os braços cruzados nos joelhos.
–
Cara, você tem que tirar ela da cabeça, ela não te vez bem por um tempo, você
sabe, depois de ter traído você. – ele disse e acenei com a cabeça. – levou o
diabo café da viúva mesmo. – Phil balança a cabeça negativamente.
–
Oi? Diabo? Café? Viúva? – perguntei confuso.
–
Bruno, é só uma expressão antiga, é como “se fudeu”. – Olha, não sei se vai
adiantar muito, ela pode ficar magoada com você, mas esclareça tudo à ela, o
que você sente, sobre a Elena, às vezes uma relação mais aberta melhora o
convívio. – Phil e suas auto ajudas e filosofias,
–
Entendo. Cara, ao mesmo tempo que eu penso na Elena eu penso na Leni, sei lá, é
uma confusão danada. Porém você tem razão, falarei com ela. – me levantei e
ouvi um coro de “hmmm” atrás de mim.
–
Legal, a folga estava legal, mas voltemos ao trabalho seus vagabundos. – falei
e foi um misto de risos, “dedos do meio” e idiotices.
Leonore Pov’s
Hoje o dia foi cansativo, a audiência
ocorreu as mil maravilhas...Mentira. Eles ficaram discutindo e com muito custo
entraram em um acordo. Teria sido melhor se a senhora Maggie não mandasse
tantas indiretas ao senhor Mark, mas pulemos esta parte. Acabei saindo mais
tarde do fórum por causa dessa audiência, e depois passei na auto escola para
fazer os exames médico, e amanhã faço mais alguns exames e as aulas já começam
na semana que vem.
Antes de chegar em casa passei na loja de
brownies, ficava há umas duas quadras do meu apartamento. Cheguei e deixei
minha bolsa e meu livro no sofá, guardei os brownies na geladeira e vi um
bilhetinho de Brianna colado na porta da mesma.
“Estou na praia com Phred, talvez não volte para casa hoje (não se
preocupe, tenho camisinha) e antes que você se assuste Bruno está por aí,
dentro do apartamento. Qualquer coisa me ligue, manda mensagem e use camisinha
também, obrigada. Beijos e te amo”.
Sorri com o bilhete dela e o deixei em cima da
bancada. Peguei um canecão, coloquei água e deixei no fogo até ferver. Peguei
um sachê de chá de erva cidreira e o deixei também em cima da bancada, fui até
o sofá, peguei meu livro e me sentei em uns dos banquinhos da cozinha,
abrindo-o na página em que parei. Estava tão concentrada no livro que me
esqueci que Bruno estava rondando pela casa, e só dei por conta dele quando me
abraçou por trás.
–
Ai que susto seu maluco. – falei colocando umas das mãos no peito e me
recompondo.
–
Eu não sou maluco, eu sou o Espetacular Homem Aranha. – falou cheio de si e
ficando de frente para mim.
– Finjo
que acredito. Mas pensando por outro lado, Tobey Maguire fica melhor como Homem
Aranha do que você. – coloquei a mão no queixo como se estivesse pensando.
–
Então vai me trocar por àquele branquelo de quase quarenta anos? Okay, vai lá,
corre atrás dele, já tá até piscando. – fiquei meio em dúvida se ele realmente
estava sério, com ciúmes, ou se era apenas brincadeira.
–
Tá com ciuminho é? – peguei em suas bochechas e ele bufou: acho que ele
realmente estava mais sério – Para
Bruno, tu sabe que eu só tenho olhos para você, eu te amo anão gorducho e meu.
– sorri para ele o qual ele retribui timidamente.
Bruno colocou uma mecha da minha franja
atrás da minha orelha, segurou em meu rosto e me deu um longo selinho. Me
desvencilhei dele e fui ver a água do chá, desliguei o fogo, peguei uma xícara
e coloquei a água junto do sachê.
–
Quer chá? – ofereci para ele e aceitou. Lhe entreguei uma xícara com o chá.
–
Você é uma inglesa original mesmo. – disse para mim depois de dar um gole no
chá e se sentando ao meu lado. – Toma chá ao invés de café, mas está atrasada.
–
Mas você se engana, quando deu cinco horas parei numa lanchonete e tomei meu
“chá das cinco”. – falei e dei uma piscadinha para ele.
–
Vocês inglesas e a mania de ser pontual. Aliás, que livro é este que está
lendo? – perguntou olhando para a página aberta.
–
“A Culpa É Das Estrelas” do John Green. É simplesmente o melhor livro que já
li...pelo menos até a página em que estou.
–
E o que me diz dele?
–
Virou crítico literário agora? – sorriu e assentiu – Posso resumir que ele se
encaixa no “AIF”, Apaixonante Intenso e Fascinante. É o meu modo de saber se o
livro é bom, pelo menos pra mim. – sorri.
Ele sorriu de volta e me deu outro selinho,
que virou um beijo “totoso”. Ou ele aprontou alguma ou quer balinha, porque está
grudento e fofo até demais para seu normal.
- Pois bem, me desculpem pela enorrrrme demora. Quem lê a fic já deve ter esquecido a história, nem lembra mais das personagens nsabdnssdbns Me desculpem mesmo, mas com o final de ano eu tive trabalhos de escola pra fazer, provas finais e ainda os cursos e tals. Prometo que passando essa semana (que é a última de aula) eu volto a normalizar as postagens.
- Eu sei que não posso exigir comentários, além do mais demorei muito pra postar, mas quem quiser comentar eu vou agradecer muito mesmo, pois são eles que me motivam e motivam muitas outras escritoras de fanfics.
- Acho que esse capítulo ficou grande demais e bem chato, mas eu estava sem um pingo de criatividade e eu escrevo no dia em que posto, daí não é tão emocionante nabsnsabnb Talvez posto outro hoje e até amanhã.
- Ah! Fonte e certas coisinhas mudadas na fic, acho que assim melhorou a leitura e mais uma coisinha, não achei gifs pro capítulo, peço desculpas novamente por isso (ai como to "desculposa" hoje nabsnbsab)
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