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Estou
muito feliz que já gostaram dos primeiros capítulos e quanto mais comentários,
mais rápido eu posto. Boa leitura <3
Podem me chamar de sem vergonha ou qualquer
coisa, mas vocês acreditam em “amor à primeira vista?” Pois é, acho que estou
sentindo isso. Nunca senti um misto de sentimentos como sinto agora, perto
dele, sei que não tivemos lá um papo bom mas vou fazer o que? Já tinha uma
certa admiração por ele, suas músicas, seu sorriso, sua voz...nunca disse pra
ninguém, sempre resguardei esse “carinho” por ele.
Agora eu estou aqui, em sua casa, na sua
festa, do seu lado. Fiquei o olhando durante todo nosso silêncio, com um certo
brilho nos olhos, mas acho que ele percebeu e me olhou pelo canto dos olhos,
minhas bocheches novamente coraram e virei rapidamente o rosto.
– Você sempre fica assim? – perguntou Bruno.
– A-assim co-como? – gaguejei.
– Desse jeito, vermelha, tímida.
– Depende das circunstâncias.
Ele
sorriu e balançou a cabeça negativamente.
– Tudo bem então, mas mudando de assunto, acho
que o outro canto da piscina já está virando um motel. – ele apontou para a
direção onde Ryan e Sam estavam num beijo quente e Brianna e Phered estavam
indo nesse caminho.
– Verdade e...
Não consegui terminar a frase, quando
finalmente abri os olhos já estava dentro da piscina. Bruno gargalhava ainda
sentado na beira da piscina com um cachorro, que mais parecia um monstro de tão
grande, do seu lado.
– Isso não tem graça não. – falei emburrada e
saindo da piscina.
– Não tem graça pra você, porque eu ri muito –
ainda ria e veio caminhando para perto de mim.
– Continua rindo das desgraças dos outros
mesmo – torcia meu cabelo tirando o excesso de água – Não é você que está todo
encharcado e vai ter que ir embora assim.
– Awn bebê, fica bravinha não – brincou – Vem
comigo. – pegou na minha mão me puxando pra dentro. Sim, achei estranho o fato
de ter pego na minha mão mas gostei ao mesmo tempo.
Passamos pela cozinha onde Urbana e Phil
conversavam. Eles nos olharam e morri de vergonha como se era de esperar. Bruno
me levou para o corredor que tinha visto quando chegamos onde tinha tantas
portas que me senti num labirinto e bem de frente à nós, no fim do corredor
havia uma porta onde nós entramos, fiquei parada perto da cama e ele entrou no
seu closet. Logo depois ele apareceu segurando uma camiseta xadrez, uma bermuda
e um chinelo.
– Pode vestir isso. – sorriu fracamente.
– Bruno...realmente não precisa e além disso
vai ficar muito grande pra mim. – falei sinceramente.
– E vai ficar assim, toda molhada. É sério,
pode usar, só não tenho calcinha aqui. –
ri do que ele disse – Agora vou lá fora pra você se trocar.
– Okay. – ele saiu e fui até seu banheiro me
trocar. Sua blusa tinha um cheiro tão bom, um misto de perfume caro com seu cheiro.
Saí
do quarto e ele estava parado na porta, parecendo um guarda.
– Juro que se não fosse o cabelo e a maquiagem
eu pensaria que era um homenzinho. – Bruno disse segurando o riso e folgando em
mim.
– Engraçadinho. – pus a língua pra ele – Você
é sempre tão...fofo...simpático com “as suas convidadas” – fiz aspas com as
mãos e fomos caminhando até a parte de fora.
– Pode-se dizer que depende das circunstâncias
e da convidada. – novidade eu ficar vermelha novamente.
Já
estava ficando tarde, as meninas me olharam com as roupas dele e já pensaram
besteira. Chamei-as para irmos embora. Nos despedimos de todos e fomos até o
carro.
(...)
Sam passou a noite em casa, e estava bem alegrinha. Era bom vê-la assim, porque
desde que á conheci ela sofria com uma certa desilusão amorosa. Tinha me
contado que era apaixonado por um vizinho, ele soube e até namoraram, mas
depois de um mês de namoro ele realmente mostrou quem era. Vivia saindo e
chegava tarde, não dava satisfação de onde ia...até que descobriu que ele era
noivo. Depois disso eles se separaram, ele se mudou e ela começou a sair com
qualquer um. Conversei com ela e disse que não precisava ser assim, ela iria
encontrar o cara certo, e pelo jeito encontrou.
– Boa tarde dorminhocas! – estava sentada no
sofá enquanto elas se sentavam do meu lado
– Parece que eu entrei em como. Dormi demais.
– Brianna falou.
– Somos duas. – Sam afirmou.
– Vocês podem estar com a cara amassada, com
preguiça, mas podem me contar tudo. Vi vocês duas no maior rala e rola ontem
com os meninos.
– Tem certeza que é só a gente que tem que
contar alguma coisa? Pensa que não te vi subindo de mão dadas com ele e depois
aparecendo com a roupa dele? – Brianna sorriu com malícia.
– Olha, eu caí na piscina, e ainda nem sei
como, ele me levou pro quarto e me emprestou uma roupa pra poder voltar pra
casa. – estava com vergonha de falar.
– E foi só isso mesmo? – me perguntou Sam.
– Claro que foi. Mas não mudem de assunto, me
falem como eles são e tudo que eu precise saber.
– Primeiro: Ryan beija muito bem. – Sam disse
com a língua de canto da boca – Segundo: é meio “seco” mas é legal tenta ser
carinhoso.
– Hmm pelo jeito isso vai longe. – disse.
– Agora eu. Phered é um fofo. Sabe tratar bem
uma mulher, tem pegada e acho que se assustou um pouco comigo porque eu tomei a
iniciativa. – Brianna falou e Sam e eu gargalhamos.
A
campainha tocou e fui atender; Bruno estava na minha frente segurando uma
sacola e dessa vez sem chapéu, deixando seu cachos amostra.
– Oi Leni – abriu um sorriso.
– Hã...oi Bruno. – falei desajeitada – Entra.
– dei passagem a ele.
– Oi meninas. – cumprimentou. Elas o
cumprimentaram num coro.
– Bem Leni, vim te trazem seu sapatos que
deixou em casa – me deu a sacola – E te convidar pra um passeio no parque, sei
lá; aceita? – abaixou um pouco a cabeça.
– Acho melhor não e...
– Claro que ela aceita Bruno – Brianna
apareceu atrás de mim – Só espera um minutinho pra ela se trocar. – Brianna
estava louca, só pode. Eu até queria ir mas não sei, achei melhor negar.
Fiz um coque no cabelo, vesti uma blusa com
estampa de coruja e um short com estampa de ancora, coloquei meu Vans verde
água.
(...)
– Então você é da Inglaterra? – perguntou
Bruno e nos sentamos num banquinho do parque.
– Sim, e moro aqui há um ano.
– E qual é sua ligação com a Brianna, digo,
ela me falou muito bem de você na rádio.
– A Brianna é como uma irmã pra mim, fomos
criadas juntas...é que meus pais morreram quando eu tinha oito anos. – minha voz
saiu falhada no final.
– Sinto muito e se não quiser mais falar sobre
isso eu entendo. – senti a compaixão na voz dele.
– Tudo bem. Sabe, eu e Brianna morávamos no
mesmo prédio, estudávamos na mesma escola, sempre fomos bem amigas. Num dia
nossos pais resolveram ir na festa do clube, mas os meus foram mais cedo pra
ajudar nos preparativos, e nisso...- dei um suspiro – aconteceu o acidente. O
caminhão entrou na contra mão e acertou o carro deles em cheio. Era para eu
estar no carro, mas eu fiz birra pra ir com os pais da Brianna. Às vezes penso
que foi um sinal, algo do tipo, se não eu não estaria falando com você nesse
momento.
– Realmente sinto muito, deve ter sido difícil
pra você. Agora vamos sair desse papo triste e focar aqui, agora. – sorriu –
Sabe, sua blusa me dá medo. – falou apontando pra ela.
– O que, não vai me dizer que tem medo de
corujas?! – estava prestes a rir.
– Tenho sim algum problema?
– Não, nenhum. – não aguentei e soltei o riso.
– Agora você vai ficar me zoando? Tá bem,
vamos tomar um sorvete. – assenti com a cabeça.
Ele pagou os sorvetes, bem que insisti pra
pagar o meu mas ele não deixou. Fomos caminhando até outra parte do parque,
conversando sobre ele agora. Me falava da sua vida no Havaí, das suas irmãs,
que tem um grupo, do seu irmão que toca na banda, mas que não vi na festa. A gente
parou de novo em outro banco.
– Não vai me dizer que está cansado? –
perguntei me sentando ao lado dele.
– Cansado cansado não, só com uma preguiça. –
tive que rir de novo.
– Só uma dúvida, quem me derrubou na piscina
ontem foi o seu cachorro né?! – olhei pra ele.
– Quem você acha.
– Sabia. Aquilo é um monstro.
– É nada, só é um pouco grande e é pior que
vira-lata. – afirmou – Sabia que você é muito bonita? – me olhou com um sorriso
torto.
– Tá de brincadeira com a minha cara né? Eu
bonita? Onde?
– Claro que é bonita – se aproximou de mim e
colocou uma mecha da minha franja atrás da orelha – Muito bonita.
Agora
estávamos frente a frente, olhos nos olhos. Senti nossa respiração próximas.
Sabia que aquilo podia ser errado, mas meu coração mandava continuar, e eu
segui ele. Sua mão macia segurou no meu rosto e apoiei minhas mãos na sua nuca.
Pela primeira vez seus lábios encostaram nos meus. Nos ajeitamos no banco.
Deixei meu lábios se abrirem. Nossas línguas explorando a boca um do outro, um
beijo calmo mas ao mesmo tempo romântico; ele sabia fazer isso. Agora uma de
suas mãos repousaram em minha cintura me puxando para mais perto, aquele beijo
estava ótimo, não queria parar mas devia e fiz isso.
O empurrei levemente para trás, desfazendo
nosso beijo. Olhei fixamente nos seus olhos, não tinha ideia do que fazer
agora, apenas me levantei e me despedi dele. Ele veio caminhando até mim.
– Leni, espera. – agarrou me braço me virando
pra ele – Me desculpa se fui longe demais, me deixa pelo menos te levar embora.
– Bruno...não se preocupe, vou a pé...não é
tão longe de casa. – falei com a cabeça baixa.
–
Não. Se eu te trouxe aqui te levo de volta. – falou seriamente. Apenas assenti
com a cabeça.
Durante o caminho não falamos nada. Ele me
deixou em casa, agradeci e perguntei se queria subir. Recusou. Assim que ele
arrancou com carro um sorriso brotou no meu rosto. Minha consciência falava que
não devia ter feito isso, ter cedido, mas o coração gritava de alegria, falando
que aquilo foi certíssimo.

awwwwwn, eles se beijaram que liiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiindo *-*
ResponderExcluirAaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaai g-zuis! Que lindeza! Quero mais! .o.
ResponderExcluirAwwwwn *u* que fofo! Primeiro beijo, agora só esperando pelo hot :p ndiosandiosandsaio Beijooooos <3
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