segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Capítulo 06

  • Continuem comentando, e estou aceitando mais receitas de bolo. Beijocas e boa leitura <3
  • Próximo capítulo hot  :p

   Comecei a abrir meu olhos lentamente, aquela luz branca e forte irritaram meus olhos. Definitivamente aquele não era meu quarto, tudo completamente branco, cortinas ao meu lado e Bruno desajeitado em uma poltrona dormindo? Sim, aquilo era um hospital. Mais duas camas ao meu lado esquerdo, a minha era a última próxima a porta. Tentei erguer o corpo mas estava com algo ligado na veia, tive que me ajeitar aos poucos ficando um pouco sentada. Não me lembro de nada, não sei como vim parar aqui, o que aconteceu depois do jantar, nem o porquê de ter parado aqui.
   Olhei para ele, dormindo profundamente e lindamente ao lado da minha cama, mas quando acordar vai ter uma baita dor nas costas pela posição em que estava. Cerrei meus olhos para tentar ver as horas no relógio da parede e marcava dez pras duas da manhã. Caramba, ele está todo esse tempo aqui. Pelo que me lembro saímos do restaurante às onze mais ou menos. Muito fofa a atitude dele; coração acalme-se aí por favor.
   Tentei me levantar mas as pernas ainda estavam mole e quase caí. Não sei se fiz barulho ou meu movimento brusco demais, mas ele acordou. Aqueles olhos amendoados, grandes e expressivos me fascinavam, ele piscou rapidamente para despertar e me deu um sorriso.
– Ora ora, a donzela acordou. - levantou-se e veio até mim me ajudar a deitar novamente.
– Obrigada. – agradeci – Hmm...Como vim parar aqui? – perguntei assim que me ajeitei.
Dessa vez ficou de pé ao meu lado apoiando-se na beirada da cama.
– Assim que saímos do restaurante você começou a ficar estranha, mal, perdeu o equilíbrio. Apenas apagou, desabou e se eu não tivesse te segurado cairia no chão. Eu, sinceramente, fiquei desesperado . – riu, acho que se lembrando da cena – Em certo momento não tive reação, somente te coloquei no carro e segui até o hospital mais perto.
– Meu Deus, como posso ter “desligado” assim? E por tanto tempo? – perguntei incrédula – E as meninas já sabem? – me dirigi a ele.
– Sim. Assim que chegamos aqui liguei para Brianna e ela está aí fora, quer vê-la? – assenti.
Bruno foi lá fora e voltou com as meninas para o quarto. Nos deixou sozinhas.
– Garota, você não tem nem ideia do susto que levei. – Brianna entra toda apressada e Sam logo atrás.
– Você tem noção do que passamos? – Sam contesta.
– Calma meninas, eu estou bem e, além disso, estava com o Bruno.
– E se não estivesse? - fala Sam – Conversamos com o médico.
– E? – gesticulei com as mãos.
– E daí que a senhora desmaiou por falta de comida, estômago vazio. Leonore, já falei pra parar com essa frescura de ficar magra e ficar sem comer. – Brianna parecia a minha mãe.
– Okay.
   Bruno voltou ao quarto e todos ficaram lá, comigo. Depois de terminar de tomar o soro na veia fui liberada. As meninas me levaram embora e sabia que iria morrer de sono amanhã. E também tenho que me desculpar pelo trabalho que dei ao Bruno.
(...)
   Já faz três meses que conheci Bruno, estamos no nosso mês, ou seja, meu aniversário e o dele. Durante esses meses descobri (na verdade eu sabia o que tinha) que tenho anorexia. Os meu desmaios se tornaram mais constantes, cheguei a ficar dias sem comer um grão de arroz se quer e, chegando a esse ponto Brianna me levou ao médico. Quando foi dado o diagnóstico, ela ficou em choque e eu sem reação, foi aconselhado a marcar consultas com um psicólogo, comecei a tomar diversas vitaminas, pois quase nem tinha mais em meu organismo, e estou há três meses sem trabalhar. Na verdade volto amanhã para o trabalho.
   Nesse período o cuidado com que as meninas tiveram comigo foi fundamental, sem contar que até o Bruno vinha no apartamento me “olhar”; mesmo com a agenda cheia. Isso só fez aumentar o que eu sinto por ele, todo esse cuidado, carinho, atenção...Aquieta coração de novo. Mas já está começando a ficar difícil esconder o que eu sinto. Acho que já deixei transparecer isso. Toda vez que estou perto dele eu fico confusa, falo coisas sem nexo, tímida demais, rio mais do que o normal...Mas isso seria impossível; nós dois juntos.

Bruno Pov’s
   Já estamos em outubro, agora está mais corrido para mim e é mês de aniversário, meu e da Leni. Falando nela espero que esteja bem, amanhã ela volta a trabalhar e esses últimos meses não foram nada fáceis pra ela. Como ela pode querer emagrecer mais? Ela tinha/tem um corpo maravilhoso e depois de tantos remédio e suplementos está voltando ao seu normal.
   Passar esse tempo com ela foi muito bom, além de ajuda-la aprendi muitas coisas com ela. Às vezes pensamos que o mundo gira ao nosso redor, que ele está contra você, somente você, mas quando convive com outras pessoas percebe que atrás de uma vida que parece ir as mil maravilhas, pode ter algo obscuro. Ela me faz bem, me deixa alegre, me apoia, me ajuda...é uma amiga e tanto.
– Hey cara, pensando na vida? – Phil me cutuca me tirando do transe.
– Deve ser amor. – Ryan folga.
– Resolveram me encher agora? – finjo seriedade mas acabei sorrindo. – Phil, será que podíamos falar à sós?
– Claro.
Fomos até o escritório que tinha em casa.
– Vai, desembucha. – ele se senta numa cadeira nos servindo com whisky.
– Sabe cara, acho que a Leni gosta de mim. Algo a mais do que nossa amizade.
– Você acha? Mas é lerdo mesmo. – Phil balança a cabeça negativamente e sorri torto – Até o Gege já percebeu que ela é apaixonada por você. – ele folga.
– Apaixonada? Isso é forte. – tomei um pouco de whisky.
– Meu Deus Bruno qualquer um percebe isso. Quando ela está perto de você seus olhos ganham um brilho inexplicável, e olha que na maioria do tempo ela tem um olhar triste, perto de você ela tem um sorriso único e bobo, suas falas se atrapalham...Cara ele te ama mesmo.
Fiquei sem reação.
– Mas Phil, não sei se sinto o mesmo por ela. Leni se tornou muito especial pra mim, mas o que sinto por ela é somente amizade.
– O beijo que vocês deram lá no começo significou algo? – ele pergunta e assenti. – Então, está perdendo o quê? Tenta pelo menos, ela te fez tão bem e é difícil achar outra como ela.
   Phil tinha razão, talvez sentisse alguma coisa por ela, algum pontinho de amor. Peguei meu casaco perto da porta, as chaves do carro e segui para o apartamento dela.

Leonore Pov’s
   Brianna acabara de sair, Phered a chamara para um passeio na praia e pela carinha dela não era só isso. Peguei minha maleta de “manicure” e resolvi pintar as unhas. Me sentei na bancada da cozinha, peguei um pedaço de bolo que havia na geladeira até que a campainha tocou. Fui até a porta atender.
– Oi Bruno, entra. – sorri, mas ele parecia sério.
Caminhamos até a cozinha e ele se sentou ao meu lado.
– Leni, precisamos conversar. – sua cara não era das melhores.
– Okay. Sobre o quê? – falei pegando um esmalte.
– Sobre você. – me olhou nos olhos. - Nem sei como começar mas vou tentar. Leonore, você sente algo sobre a minha pessoa?
– Sim, somos amigos não é, normal eu gostar de você. – menti. Minha vontade era de falar tudo o que sentia.
– Mas não desse jeito, digo, sente algo a mais por mim? Tipo namorado e namorada? – pegou em minha mão. Eu escutei bem? Ele disse namorado e namorada?
– Claro que não, imagina...Chega! – alterei um pouco a voz – Chega de esconder isso. Sim Bruno, eu sinto algo a mais por você, eu sou completamente apaixonada por você, eu te amo. – sinto que fiz alguma coisa errada e nem acredito que consegui falar pra ele o que sentia.
Como era de se esperar, ele me olhava assustado. Pronto, agora ele vai embora, me deixa, nunca mais fala comigo; sou uma burra mesmo.
– Leni – me virei para ele – Obrigado. – sorriu.
– Obrigado pelo quê?
– Por ter aberto meu olhar, por me fazer perceber as pessoas a minha volta, por ser minha amiga. Sinto muito não poder dizer tudo isso que você me disse, o que sinto não é paixão, te vejo como minha amiga. Mas isso não impede de tentarmos algo. – segurava minha mão.
Eu ainda não acreditava no que eu falei, no que ele disse, tudo parecia um sonho.
– Bruno – suspirei – Como posso ficar com uma pessoa que não me ama, que não pode corresponder o que eu sinto...É difícil. – abaixei minha cabeça e senti sua mão delicadamente segurar meu rosto e puxarem para próximo do seu.
– Mas eu não disse que te amo.
   A essa hora um sorriso bobo já tinha se formado em meu rosto. Nosso lábios se selaram, movimentos leves e nossas línguas explorando a boca do outro, parecia nosso primeiro beijo, tão romântico e “sexy”. Nos levantamos e ele aproximou nossos corpos.



5 comentários:

  1. Se o Bruno enganar ela eu capo ele, e sinto informá-lo, mas será impossível ter filhos! u_u
    aushuahusahushuah

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  2. Awwwn *u* espero que o Burno não faça nada de errado, porque eu arranco o pinto dele fora, like a Jujuba dnasondosiandsoa' u.u

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  3. Vou espancar o Bru se fizer alguma coisa com a Leni!
    Xeeeeeeenti, isso foi tão cute *-*

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